Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 11/11/2020

Tema: A constante substituição da mão de obra humana pelas inovações tecnológicas e seus impactos na vida social

No filme estadunidense “Roll-Oh, O Robô Doméstico”, estreado em 1940, tem-se a idealização de um eficiente robô mordomo capaz de realizar os afazeres domésticos com muita precisão, a insinuar o trabalho humano como desnecessário. Nesse sentido, atualmente, mecanismos semelhantes ao da obra já não são apenas subjetivos, mas sim concretizados na maioria das sociedades, incluindo-se a brasileira, de forma ainda mais precisa. Nessa perspectiva, observa-se a consolidação de um grave problema, ou seja, a constante substituição da mão de obra humana pelas inovações tecnológicas que tem como causas a contínua busca por maiores lucros e a fragilidade de leis.

Primordialmente, o anseio de acumular capitais por meio da agilidade no campo industrial por parte dos proprietários faz-se como um fator determinante para a fundamentação do sério panorama. De acordo com o sexto episódio da série “História: Direto ao Assunto”, exibida pela Netflix, fabricantes como BMW, Fiat, Nokia e Mercedes-Benz já utilizam os braços robóticos, em grande escala, em suas produções ao longo do mundo, a abranger também nas suas filiais do Brasil. Assim, vê-se que a troca de forças de trabalho entre o ser humano e a tecnologia é corrente, principalmente, nas indústrias e, consequentemente, o número de desempregados cresce ao lado da desigualdade social em razão do desejo de ampliar o ritmo lucrativo.

Além disso, a ineficiência legislativa contribui grandemente para a persistência da problemática. Conforme a Constituição de 1988,a educação e o trabalho são direitos sociais fundamentais e que devem receber apoio do Estado. No entanto, pode-se afirmar que o sistema educacional público do país não é inteiramente democrático e suficiente para atingir as atuais demandas do mercado de trabalho, a gerar a não ocupação de vagas por conta da frágil especialização e beneficiando, ainda mais, a robotização que agrega potencial físico e intelectual sem reivindicações e leis trabalhistas a depender apenas de um programador ou instrutor capacitado. Diante disso, os não portadores dos necessários conhecimentos se instabilizam sem um amparo governamental consistente. Portanto, torna-se necessário uma intervenção pontual à questão abordada. Dessa maneira,é viável que os Ministérios do Trabalho e da Educação junto às empresas locais, por intermédio de educadores e profissionais do setor de recursos humanos ou de desenvolvimento industrial, promova um projeto objetivo que prepare, inicialmente, as crianças e jovens das escolas nacionais e , seguidamente, os desempregados a lidarem com os instrumentos tecnológicos contemporâneos – precipuamente os voltados para a indústria – por meio de feiras científicas e cursos preparatórios gratuitos em canais online e em instituições públicas. Tudo isso, com o intuito de moldar cidadãos mais preparados para as imposições da tecnologia e bloquear o desemprego causado pela ignorância, sobretudo, tornar a constante substituição da mão de obra humana pelas inovações tecnológicas menos agressiva à vida social.