Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 23/11/2020

A inserção de novas tecnologias na sociedade é historicamente transformadora do mercado de trabalho. Isso é evidente ao analisar a criação da máquina a vapor e do tear mecânico no século dezoito, que transformou grande parte dos camponeses ingleses em trabalhadores das indústrias. Sendo assim, urge que medidas sejam tomadas para minimizar os impactos da revolução tecnológica no mercado de trabalho, que causa não só a precarização do trabalho, como também a extinção de empregos.

Em primeiro plano, vale salientar que a revolução digital tem proporcionado ao trabalhador, muitas vezes, mais uma condição precária que um estado de bem-estar. Tal fato pode ser observado nos milhões de empregos tipo Uber, os quais o trabalhador não têm direitos trabalhistas e, devido ao baixo valor recebido por serviço, eles tem que trabalhar mais que 8 horas por dia, prejudicando a qualidade de vida. Dessa forma, essa revolução fornece novos serviços ao custo da exploração do trabalhador.

Ademais, adjunto à precarização do trabalho, está a perca de empregos devido à sua extinção, piorando as condições de vida da população. Isso é retratado no filme “A fantástica fábrica de chocolate”, em que o pai do personagem principal perde o emprego para uma máquina, condenando a família à miséria, apesar de no final ele ser novamente empregado, porém, em um novo tipo de emprego. Desse modo, o filme demonstra que a baixa qualificação do pai o atrelou àquela realidade da extinção do emprego.

Destarte, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Para tanto, A Secretaria do Trabalho deve criar diretrizes que as empresas tipo Uber devem seguir  ao empregar um indivíduo, por meio de uma medida provisória, que o Presidente publicará e o Parlamento aprovará, a fim de atenuar a precarização trabalhista na revolução digital. Além disso, O Ministério da Educação deve construir escolas técnicas pelo país, solicitando verba no Ministério da Economia, objetivando gerar jovens qualificados, que terão mais chance de não perder seus empregos em meio às transformações tecnológicas, minimizando seus efeitos negativos.