Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho
Enviada em 27/11/2020
De acordo com o artigo 6° da Constituição Federal, é direito humano fundamental o acesso ao trabalho. Porém, no Brasil, a atual mão de obra, em sua maioria desqualificada, não desfruta devidamente desse direito por conta, principalmente, dos crescentes impactos da revolução tecnológica e digital no mercado de trabalho.
Em primeiro lugar, sabe-se que os principais avanços tecnológicos tiveram seu início com a Revolução Industrial inglesa, ocorrida ao longo do século XVIII. Porém, ao contrário do trabalho essencialmente manual da época, a realidade laboral da atualidade é cheia de incertezas por conta da mecanização da mão de obra desqualificada. Desse modo, esta prática industrial apresenta prós e contras, por maximizar, respectivamente, tanto a produção de bens, quanto o desemprego em meio a população socioeconomicamente mais vulnerável. Logo, entende-se que a pertinente crise de desemprego brasileira se deve a significativamente baixa taxa de escolaridade que não acompanha o progresso da tecnologia.
Outrossim, é notório que com o auxílio de uma inteligência robótica vários setores de ocupação otimizariam seu resultado final. Mesmo assim, vale salientar que a substituição de seres humanos por inteligências artificiais em profissões que requerem contato com outro indivíduo impacta no processo de humanização desta ocupação. Isto é, por exemplo, a mecanização de setores laborais, como o da saúde, acarretaria na ausência do acolhimento ao paciente. Ou seja, a ação do profissional em tratá-lo como um ser humano em sua totalidade, e não apenas como sua condição patológica. Por conta disso, percebe-se que as influências do avanço científico atingem, no campo do trabalho, tanto o âmbito de produtividade, quanto o de relações sociais.
Infere-se portanto, que ainda há entraves a serem combatidos. Desse modo, faz-se imprescindível que o governo federal, por meio do Ministério da Educação, invista na qualificação da mão de obra nacional. De modo que, faça parcerias com cursos técnicos da rede privada, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), incluindo-o no ensino médio, com o intuito de que os jovens já estejam preparados para o mercado de trabalho ao concluir sua escolarização. Ainda deve destinar verbas para os principais tecnopolos brasileiros, sendo estes os centros de ensino superior. Assim, valorizando e potencializando a produção de ciência e tecnologia nacional.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves a serem combatidos. Desse modo, faz-se imprescindível que o governo federal invista na qualificação da mão de obra nacional, por meio do Ministério da Educação, destinando verbas para os principais tecnopolos brasileiros. Assim, a tecnologia e ciência será valorizada no país, potencializando a inserção de grande parte dos indivíduos no mercado de trabalho.