Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho
Enviada em 09/12/2020
Com o advento da Terceira Revolução Industrial, novas ferramentas tecnocientíficas foram criadas com o intuito de favorecer as relações interpessoais. No entanto, esse evento, ao passo que contribuiu para a ascensão econômica do Brasil, foi capaz de influenciar, negativamente, na vida trabalhista de grande parte da população. Tal cenário gera não só a acentuação da desigualdade social, como também a substituição dos trabalhadores por inteligências artificiais. Logo, faz-se necessário analisar as causar conjunturais, para que haja uma reversão do quadro.
Deve-se destacar, primeiramente, que a segregação socioespacial representa um impacto trazido pela digitalização do ramo das atividades de produção. Acerca disso, o sociólogo Pierry Lévy afirma que toda nova tecnologia acarreta o surgimento de grupos excluídos. Partindo desse pressuposto, é evidente que após o intenso incremento de maquinários científicos no cotidiano da sociedade, as camadas mais carentes, sobretudo, foram altamente prejudicadas. Isso ocorre porque, com o desenvolvimento dos meios laborais, a busca por profissionais extremamente qualificados se tornou frequente. Dessa forma, boa parcela dos indivíduos, por não possuir condições financeiras favoráveis para a realização de cursos especializados, é limitada da inserção no mercado de trabalho.
Ademais, é imprescindível ressaltar que a automatização do ambiente de serviços contribui para a continuidade da adversidade. Tal fator se dá posto que, as tecnologias amplamente evoluídas substituíram a mão de obra dos funcionários em diversos setores socioeconômicos. Essa proposição pode ser compreendida, por exemplo, por meio dos efeitos ocasionados pela Revolução Verde, movimento com o objeto de aumentar a produtividade agrícola, o qual, em razão da elevada mecanização do campo, possibilitou a diminuição dos níveis de empregos formais. Desse modo, observa-se que a modernização dos mecanismos de trabalho alavancou o processo de desemprego estrutural em território nacional.
Portanto, tendo em vista o que foi analisado, cabe ao poder público - órgão responsável por atender às demandas societárias, por intermédio de incentivos fiscais, disponibilizar um maior percentual dos impostos arrecadados para o investimento em instituições de ensino profissionalizantes, para que um maior número dos cidadãos estejam aptos ao novo modelo laboral. Além disso, é dever das empresas serviçais e do Estado, por meio de associações público-privadas, a criação de novos postos de trabalho, a fim de mitigar o desemprego. Assim, será possível a formação de um país pautado na igualdade entre os grupos sociais.