Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho
Enviada em 13/01/2021
“O futuro pertence àqueles que se preparam hoje para ele.” A máxima do ativista norte-americano Malcolm X reflete, indiretamente, o óbice da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho do Brasil hodierno. Tal conjuntura, deve-se à repulsão do homem e, além disso, à falta de qualificação. Destarte, urge, no âmbito atual, a adoção de medidas, por parte do Estado, a fim de reverter as mazelas oriundas desse problema.
É importante pontuar, de início, a aversão das pessoas às máquinas como fator corroborante dessa chaga social. Sob tal óptica, o empresário Steve Jobs proferiu que a tecnologia move o mundo, fato observado, no campo laboral, desde a 1ª Revolução Industrial até a contemporaneidade, onde a robótica tem permitido a criação de máquinas que realizam o trabalho humano. Todavia, mesmo facilitando a qualidade dos ofícios, as novas tecnologias, por serem mais práticas, estão substituindo os trabalhadores em atividades cada vez mais básicas, como se observa na cidade de Fortaleza, onde caixas robôs e ônibus sem cobradores estão sendo implantados, aos poucos, pelas grandes empresas. Dessa forma, a estimativa exposta na revista “Época Negócios” é de que três em cada dez empregos sejam automatizados, até 2030, realidade que tem assustado a sociedade que, analogamente ao movimento “Ludista”, ocorrido na Inglaterra, mostra-se aversa à implantação de aparelhos de alta tecnologia.
Concomitantemente, ressalta-se que o carente conhecimento tecnológico atua, de forma perniciosa, nesse contexto. Nessa perspectiva, o personagem “Homem de Ferro”, da Marvel, estúdio cinematográfico, em seu filme, mostra que é necessário uma pessoa especializada, por trás de todo maquinário, pois se não tiver, a sociedade fica vulnerável ao cao que a inteligência artificial é capaz de criar. Analogamente, fora da ficção, as pessoas, em sua maioria, não são incentivadas, pelos seus educadores, a buscar a qualificação e a adaptação à Revolução Digital, circunstância observada na existência de enormes filas, nos bancos, por serviços que podem ser feitos no celular. Com efeito, a falta de investimentos em tecnologia gera um pequeno número de pessoas aptas a estarem manipulando as máquinas, prejudicando o potencial de desenvolvimento tecnológico do labor.
Dado o exposto, fica evidente a urgência em cessar a problemática em questão no país. Portanto, é mister que o governo invista na exposição dos benefícios da tecnologia para a qualidade de vida dos profissionais, por meio de palestras, nos seus respectivos sindicatos, que apontem as mudanças no mercado de trabalho e como lidar com elas, para que dúvidas sejam sanadas. Assim, ratifica-se o pensamento de Malcolm X no tocante à preparação para o futuro.