Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 09/02/2021

No século XVIII, com a criação das máquinas a vapor, as indústrias passaram pelo processo de evolução tecnológica, a Revolução Industrial, que propiciou o avanço da produção no mercado de trabalho. Contudo, à medida que as invenções eram adicionadas às empresas e às indústrias, acontecia o processo de minimização do trabalho humano e a substituição de operários menos qualificados, visto que a quantidade de produção, com serviço braçal, não se compara às horas de trabalho do maquinário. Nesse viés, o revolucionamento tecnológico no mercado de trabalho gera a mão de obra barata e veicula a necessidade de especialização operária.

A priori, para o filósofo Adam Smith, é o medo de perder seu emprego que restringe sua exigência e corrige sua negligência. Sob essa ótica, com a diminuição do número de colaboradores no efetivo das empresas, devido a mecanização no ramo de fabricação, o trabalhador teme perder seu emprego, o seu meio de sustento, e opta, então, perder à sua dignidade ao aceitar a diminuição do valor pago pelo seu serviço, para não serem destituídos do processo de produção da empresa. Assim, a inovação tecnológica no meio industrial gera um déficit no valor da mão de obra.

Outrossim, a Constituição federal do Brasil, promulgada em 1988, no governo do então presidente José Sarney, preconiza que é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, porém, aponta os quesitos que devem ser atendidos, as qualificações profissionais. Sob essa perspectiva, hodiernamente, os empregadores, ao contratar, exigem qualificações do entrevistado e, com a modernização da tecnologia no mercado, torna-se, então, indispensável a atualização do currículo para obter aceitação e destaque nos cargos de empresas. Nesse sentido, é fundamental a qualificação do operário, porque houve a substituição do serviço braçal, mas ainda existe a necessidade de mão de obra especializada, seja para manutenção seja operar as máquinas no trabalho.

Em suma, é notório que a inovação tecnológica no mercado de trabalho gera barateamento do serviço braçal e impõe a necessidade dos trabalhadores se especializarem e medidas devem ser propostas. Desse modo, o Ministério do Trabalho, em parceria com o Ministério da Economia, deve propor políticas de capacitação técnica, por meio da criação de oficinas e de curso profissionalizantes, a fim de habilitar o empregado para oferecer uma mão de obra especializada e incluí-lo no ramo operacional. Assim, haverá a diminuição dos impactos gerados pela revolução tecnológica.