Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho
Enviada em 15/03/2021
Revolução tecnológica digital
O principal fator da terceira revolução industrial é o desenvolvimento da tecnologia da informação e comunicação que, além de reconstruir as bases do processo produtivo, redefine o papel do homem na sociedade. Nesse sentido, se esta situação, por um lado, ajuda as pessoas a se aproximarem das pessoas, por outro, favorece o aumento do nível de desemprego, que se constitui em um grave problema social que precisa ser resolvido. Portanto, é eficaz analisar o desempenho do problema para mitigá-lo.
De fato, desde o final do século 20, com o advento do neoliberalismo toyotista, a inovação sempre foi necessária. No entanto, isso também exacerbou o processo de desemprego estrutural. Isso porque a tecnologia amplamente desenvolvida substituiu a força de trabalho em diversos setores. O impacto da Revolução Verde é um exemplo: devido à mecanização rural, a Revolução Verde reduziu o nível de emprego formal.
Paralelamente a isso, outro fator que precisa ser enfatizado é a demanda por mão de obra qualificada, pois a manipulação da tecnologia digital exige esse aspecto. Portanto, os centros de ensino para a formação técnica e profissional são essenciais para a inserção no mercado de trabalho. Por outro lado, o baixo investimento do governo e empresas privadas nesta área é propício para a continuidade do problema.
Devido aos fatores acima, a desigualdade socioeconômica tem aumentado (uma das graves contradições do mundo globalizado). Além disso, é possível destacar a flexibilização das leis trabalhistas, pois vários trabalhadores que temem perder o emprego enfrentam condições insalubres de trabalho. Então, é claro que a revolução tecnológica reestruturou as relações de trabalho, por isso é necessário eliminar seus aspectos negativos.
Portanto, a tributação federal oferece uma proporção maior da receita tributária para investir em instituições de educação profissional, visando preparar uma proporção social maior para o mercado de trabalho. Acompanhando isso, está a necessidade de estabelecer associações público-privadas para criar novas oportunidades de emprego e, assim, reduzir o desemprego. Por fim, as Organizações não Governamentais (ONG’s) de caráter social devem se mobilizar para a realização de atividades em locais físicos (locais públicos) e virtuais (redes sociais) de forma a promover o debate no âmbito e pressionar as instituições para que efetivem as medidas acima. Desta forma, os aspectos positivos da globalização serão destacados e as contradições entre eles serão amenizadas.