Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 06/05/2021

De acordo com o gênio da informática, Stives Jobs, " A tecnologia move o mundo", de fato, essa é uma verdade da qual não é mais possível se afastar. Entretanto, os impactos da revolução tecnológica digital vêm causando vários resultados negativos em países que ainda estão em desenvolvimento, pois começa a ser o epicentro de um problema social, a falta de trabalho. Além disso, falta de investimentos do governo na educação básica e técnica, associado à falta de incentivos fiscais para empresas empregadoras nos setores primária e secundária começam a demonstrar seus efeitos negativos.

Em um primeiro momento, é necessário ressaltar que a educação é um direito previsto no artigo 6º da Carta Magna de 1988, em sua forma básica, especializada e com acesso democrático em seus níveis superiores. No entanto, a efetivação desse direito encontra obstáculos quase intransponíveis devido a falta de investimentos, por parte do governo, nas escolas públicas e técnica. Bem como, a precária qualificação dos professores, estruturação de sua carreira insatisfatória e reciclagem periódica quase inexistente vêm potencializando, a passos largos, o aumento de desemprego e a falta competitividade por parte do ensino das escolas públicas, tendo em vista, a formação precária, perante as particulares, e com isso, passa a ser uma disputa injusta, insocial e de pouca inclusão igualitária.

Outrossim, uma pesquisa realizada pela OIT ( Organização Internacional do Trabalho), em parceria com o Ministério do Trabalho, no ano de 2019, demonstrou que 65% da população desempregada, no Brasil, chegou a essa condição tendo em vista a modernização do setor no qual trabalhava. Ademais, outro dado apontado na mesma pesquisa, demonstra que, em pleno século XXI, 38% da população não tem o ensino médico completo e 67% é considerado analfabetos funcionais. Ainda por cima, a escassez de incentivos fiscais, por parte do governo, tem demonstrado o descaso dos políticos perante a população de baixa escolaridade das quais, depende única e exclusivamente de seus empregos.

Logo, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para que a falta de investimentos na educação pública e a omissão nos incentivos às empresas do setores primários e secundários não comecem a ser afetados pelos avanços tecnológicos. Portanto, o Ministério do Trabalho deve promover campanhas de inclusão digital para os trabalhadores de baixa renda e a facilitação na contratação de mão de obra inexperiente, advindas de escolas técnicas, isso deve ser feito por meio de uma aplicação do plano de contas, para pessoas de baixa renda, e a estruturação da grade escolar para que a informática seja matéria obrigatória, tendo como finalidade a inclusão digital tanto do jovem quanto do adulto no mercado de trabalho. Atrelado a isso, o Ministério Público tem o dever de fiscalizar e tornar efetivo todos os direitos previsto na lei, pois só assim que a tecnologia moverá um mundo mais justo.