Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho
Enviada em 22/05/2021
Na época da Revolução Industrial, ocorreu também a Revolução Agrícola que modernizou o campo, o que fez com que muitos trabalhadores perdessem seus empregos, pois muitos postos de trabalho foram perdidos. No entanto, com o passar dos anos, essa modernização ainda continua. Resultado de grandes investimentos no setor tecnológico e uma busca por tecnologias para resolver determinados problemas, a modernização, apesar de ser, em grande parte benéfica para a humanidade, pode acarretar algumas consequências, como o desemprego estrutural.
Em um primeiro momento, é importante destacar que a sociedade já está inserida naquilo que os geográfos chamam de Quarta Revolução Industrial, na qual há uma grande utilização de tecnologias avançadas, como os robôs, para desenvolverem trabalhos que, antes, eram delegados aos seres humanos. Porém, vale destacar que essa grande utiização das novas tecnologias na indústria é o resultado de grandes investimentos feitos nessa área, pois o homem sempre buscou inovar os processos para facilitar alguns aspectos da sua vida e trazer alguns benefícios. Um exemplo disso pode ser encontrado no livro “Sapiens”. Nesse livro, o autor vai defender que o fogo foi uma importante descoberta tecnológica para o homem no período pré-histórico, pois, dentre os benefícios que ele proporcionou à humanidade, destacam-se: a possibilidade de afugentar alguns animais selvagens à noite e cozinhar os alimentos, tornando-os mais fáceis de serem ingeridos.
No entanto, ao mesmo tempo em que as tecnologias trazem benefícios ao ser humano, elas podem causar malefícios. Dentre esses malefícios, pode-se destacar o desemprego estrutural, que pode ser compreendido como a perda de postos de trabalho por mudanças na economia, como a inserção de novas tecnologias. Uma das causas desse desemprego é a falta de especialização, pois, com o uso de tecnologias nas indústrias, por exemplo, é necessário que os trabalhadores possuam um alto grau de especialização para saber mexer com essas. Esse desemprego, consequentemente, leva a uma taxa alta de trabalhadores informais. Segundo dados do IBGE, a taxa de trabalhadores na informalidade é de 41,1% no Brasil, que, dentre outros motivos, é ocasionada por esse tipo de desemprego.
Nesse sentido, é preciso que haja a atuação conjunta de órgãos do trabalho, como o Ministério do Trabalho, e os órgãos de educação, como Ministério da Educação. Os quais devem ampliar o acesso a cursos de especialização para os trabalhadores, por meio da abertura de mais vagas nesses cursos, por exemplo, em instituições de ensino tecnológico, como o SENAI. O que deve visar a preparação das pessoas, para que possam estar preparadas para manusear as novas tecnologias e, com isso, diminuir as taxas de desempego estrutural e, consequentemente, as taxas de trabalho informal.