Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho
Enviada em 23/07/2021
Conforme o economista alemão Klaws Schwab, vive-se na contemporaneidade a chamada 4ª revolução industrial, responsável, dentre outras coisas, por alterar as relações de trabalho, uma vez que reúne ser humano e tecnologia para trabalhar juntos e de forma harmoniosa. Tal circunstância, no entanto, acaba provocando instabilidades e incertezas nos profissionais, bem como tem seu pleno funcionamento comprometido pelo Estado, dado que esse omite seus deveres com os cidadãos. Dessarte, faz-se necessária uma análise da problemática.
Em primeiro lugar, é visível as dificuldades encontradas por aqueles que vivenciam a robotização das indústrias. Nesse sentido, observa-se que o advento da automatização no ambiente de trabalho propiciou a ascensão do conceito geográfico denomidado como desemprego estrutural. Esse termo caracteriza um cenário em que a maioria dos indivíduos são retirados do seu emprego, já que houveram modificações na estrutura do processo produtivo, ou seja, inserção de novidades tecnológicas, e eles não estão aptos a permanecerem na nova posição, visto que não acompanham a formação técnica necessária. Desse modo, o exigente mercado de trabalho repele os sujeitos que não são especializados para lidar com a digitalização da produção, tornando o desemprego estrutural cada vez mais crescente.
Além disso, verifica-se a inobservância estatal na promoção da capacitação dos funcionários frente as atuais mudanças trabalhistas como um impasse. De acordo com o filósofo suíço Jean Jacques Rousseau, o governo deve, por meio de um contrato social, promover o bem comum para a população. Contudo, no Brasil hodierno, o poder público é displicente com essa condição, posto que não estimula e não auxilia os trabalhadores a se qualificarem, de modo que eles coincidam com as exigências dos empregos. Sendo assim, vê-se que o poder executivo ignora as novas demandas do mercado de trabalho, descumprindo a declaração feita por Rousseau e contribuindo para a ineficiência das empresas, haja vista que faltam profissionais habilitados.
Logo, urgem medidas que visem mitigar os efeitos negativos perpetuados pela robotização da produção entre os trabalhadores brasileiros. Por isso, cabe a Secretaria de Trabalho, juntamente com instituições profissionalizantes, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), promover cursos de capacitação para os funcionários das indústrias, especialmente para aquelas empresas que vivem a transição para um ambiente laboral digitalizado. Isso deve ser feito por meio de uma parceria público-privada administrativa, em que o Estado cursteará os gastos da atualização dos profissionais, cooperando, assim, para o desenvolvimento e fortalecimento da 4ª revolução industrial proposta por Schwab.