Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho
Enviada em 13/07/2021
Em âmbito nacional, muitas perspectivas paradoxais têm sido defendidas acerca do desafio de colocar a Inteligência Artificial a serviço das necessidades humanas. Nesse viés, enquanto o senso comum se limita a apontar responsáveis e exigir mudanças, teóricos das ciências sociais atestam a urgência de posturas coesas e socialmente mais engajadas com a inclusão da IA na sociedade. De fato, vale enfatizar o pensamento de Albert Einstein, Físico alemão, “tornou-se aterradoradamente claro que a tecnologia ultrapassou a nossa humanidade”.
De início, faz-se imprescindível avaliar práticas e ideologias em torno da implementação de maquinas com inteligência artificial em postos de trabalho que, há séculos, são tradicionalmente ocupados por seres humanos. Nessa direção, segundo o Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada, IBTA, cada vez mais as industrias tem investido na automatização de seus serviços, com objetivo de reduzir o fator humano das fábricas, assim, em longo prazo, diminuindo custos e evitando leis trabalhistas. Nesse sentido, o avanço da IA na sociedade ainda causa resistência entre a população, pois existe o temor de que as maquinas acabem “roubando” seus empregos.
Além disso, diante do desafio de colocar a Inteligência Artificial a serviço das necessidades humanas, mais do que conceber teorias, é preciso efetivar medidas concisas, enfáticas e pontuais. Nesse prisma, em consonância com a atuação de peças publicitárias e informativas que, apesar de superficiais e baixa eficiência dessas ações, ainda atuam como condutor de informações ao cidadão médio, é preciso instituir estratégias capazes de capacitar e preparar à sociedade trabalhista para atuar em conjunto com as novas tecnologias. Sem dúvida, é necessário atrelar todos os segmentos da sociedade à uma rede de atuação a favor do avanço tecnológico nos postos de trabalho.
Em suma, considerando a abrangência dessa discussão, torna-se imperativa a interação de múltiplos agentes. Portanto, através de programas educacionais oportunos, o Poder Executivo deve viabilizar novos processos de formação e capacitação para um novo mercado de trabalho, onde a tecnologia estará mais presente do que nunca, como forma de promover a devida inclusão tecnológica. Ademais, as instituições de ensino, por intermédio de uma ampla revisão curricular, necessita prover e preparar os jovens para uma nova sociedade trabalhista e, com isso socializar oportunidades desse universo.