Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 22/07/2021

Desde a Revolução Industrial, mais precisamente na Terceira, o mundo saltou do trabalho manuseável para o manufatureiro em um curto período. Dessa maneira, uma das consequências a nível global evidentes foi a substituição do homem pela máquina, em que as mesmas atividades realizadas em semanas se reduziram na questão de tempo, além do aumento da produtividade. No entanto, a notável mudança e o constante crescimento tecnológico pode ser um problema devido a desigualdade social e por efeito, o aumento do desemprego no país.

A princípio, convém enfatizar que a disparidade de classes está entre as principais causas da inacessibilidade tecnológica a todos os indivíduos. Nessa óptica, segundo o escritor Barão de Itararé “Os homens nascem iguais, mas no dia seguinte já estão diferentes”. Sob esse viés, verifica-se que a sociedade digital é um dos campos mais distantes da população desprovida desses recursos e por conseguinte, as que mais tendem a serem afetadas no mercado de trabalho. Sendo assim, o desconhecimento da área e a má preparação podem dificultar o cidadão em conseguir algum emprego.      Outrossim, o constante aumento do desemprego é visto como uns dos fatores resultantes do impasse analisado. Nesse contexto, uma pesquisa realizada pela OCDE/2016 revelou que 57% da força de trabalho humano está sob o risco de desaparecer devido à automatização e avanços tecnológicos. Desse modo, um dos impactos ocasionados pela revolução digital, principalmente em países subdesenvolvidos, é a pouca demanda de funções sem habilidade computacional. Ademais, as poucas chances que ainda houver exigirá uma boa formação técnica.

Portanto, tendo em vista os efeitos dos avanços eletrônicos e digitais no mercado de trabalho, é imprescindível providências para solucionar o óbice. Nesse sentido, é mister que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação aumente o acesso da internet à todas as instituições públicas educacionais por meio de maiores investimentos e oferecimento de cursos para especialização técnica de aprendizes e prepará-los para novos caminhos. Diante disso, o intuito é familiarizar os estudantes com esses mecanismos e ao mesmo tempo, tentar expandir a cibercultura. Nessa lógica, somente capacitando a população com essa ferramenta é que não haverá redução desses 43% da empregabilidade física restante.