Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho
Enviada em 12/08/2021
A Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 6º, o direito à trabalho como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que são consequências desse quadro, como a necessidade de maior qualificação profissional e o desemprego.
Em uma primeira análise, ressalta-se que o indivíduo para ser contratado, deve apresentar uma qualificação superior que seu concorrente. Nesse sentido, percebe-se uma urgência de uma boa experiência profissional, já que em pleno século XXI, a concorrência dos homens são as máquinas, que são muito mais avançadas do que a inteligência e a capacidade humana. Conforme o filósofo Immanuel Kant, o homem é o único animal que precisa de trabalhar. Nessa perspectiva, pode-se observar que o trabalho é uma atividade essencial à vida, e para adquirir um emprego em tempos tão tecnológicos, a qualidade do serviço que uma pessoa oferece deve ser maior do que a capacidade da máquina.
Outrossim, é importante mencionar que uma taxa de desemprego no mundo está absurda de alta por causa da inserção dos equipamentos tecnológicos no mercado de trabalho. Diante disso, como disse Albert Einstein, é espantoso como nossa tecnologia excede nossa humanidade. Nesse viés, observa-se que as máquinas são tão eficientes que, hoje em dia, tomaram o lugar dos trabalhadores e habilitar mais de 11 milhões de brasileiros desempregados. Logo, é inadmissível negar que a população se tornou inferior aos meios digitais.
Depreende-se, portanto, que existem diversas consequências negativas da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho. Para amenizar isso, as instituições de ensino devem oferecer cursos gratuitos, por intermédio do patrocínio de empresas privadas, com o objetivo de melhor qualificar os desempregados, garantindo maior conhecimento da área, e, consequentemente, novas oportunidades de trabalho. Assim, se consolidará uma sociedade mais inteligente, onde a vida da população está de acordo com o que garante a Constituição Federal.