Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho
Enviada em 04/09/2021
Desde a Revolução Industrial, com o advento da máquina, a mão de obra humana tem sido substituída por artefatos cada vez mais tecnológicos. Cortar, soldar e juntar peças já não é preocupação para um opeário, o qual se torna obsoleto se não inovar suas habilidades. Dessa forma, cria-se uma crescente população de desempregados que alimenta um sistema de trabalho explorador, por não ter pra onde correr.
Primeiramente, é imperioso ressaltar que a criação da internet foi um divisor de águas em todos os sentidos. Assim, não é mais necesário, por exemplo, uma loja possuir um espaço físico para vender seus produtos, dispensando, assim, a contratação de funcionários para a limpeza, vendedores, entre outros. Análogo a isso, Albert Eintein acreditava que “A humanidade precisa exceder a tecnologia”, ou seja, é necessário que o ser humano venha antes da máquina, que o bem estar venha antes do lucro.
Em segunda instância, é necessário pontuar que não há atualmente uma educação que prepare os trabalhadores para esse mercado tecnológico. Em meio à pandemia do Covid-19, por exemplo, os professores precisaram utilizar ferramentas digitais que não faziam parte do seu cotidiano para ministrar suas aulas, tal situação requeriu uma reaprendizagem e adaptação destes, o que para muitos não foi fácil. Infere-se portanto que é necessário que a educação passe a englobar estudos sobre essas ferramentas, visando o melhor amparo dos profissionais futuros.
Portanto, tendo em vista a crescente utilização de artefatos digitais no comércio e serviços, urge que o Ministério da Educação, em parceria com as escolas e universidades, crie programas educacionais que ofereçam preparo técnico-digital para trabalhadores em geral, bem como o Governo Federal deve assegurar os direitos de empregabilidade destes. Só assim, tal população de desempregados será diminuída.