Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 09/09/2021

A Terceira Revolução Industrial é compreendida como o processo de desenvolvimento de novas tecnologias digitais. Iniciado na década de 1950, esse evento se estende até a atualidade, ocasionando transformações que afetam grande parte da esfera social. Nesse sentido, no que concerne às mudanças no mercado de trabalho, destaca-se não somente a inserção da tecnologia no ambiente laboral, como também o desaparecimento de ocupações existentes. Com efeito, nota-se, portanto, a necessidade de discussão acerca dessa problemática.

Em primeira análise, considera-se o desenvolvimento tecnológico no âmbito do trabalho fator preponderante para as transformações ocorridas na contemporaneidade. Nesse contexto, assim como a Primeira Revolução Industrial foi responsável por criar novas máquinas que modificaram a conjuntura da sociedade na época, a Revolução Digital proporcionou rompimento similar com a realidade atual através de invenções como a internet. Sob essa perspectiva, é possível afirmar que o incremento dessas novas ferramentas tem como objetivo tornar a execução de tarefas mais rápida e eficiente, assim como aumentar a capacidade de produção. Isto é, conforme há o surgimento de uma nova técnologia, há, também, transformações na maneira de executar o trabalho. Dessa forma, associar a mecanização ao espaço profissional é uma carcterística da sociedade moderna.

Como consequência, nota-se o desaparecimento de determinadas profissões. Nesse caso, com o aumento da automatização na estrutura de trabalho, percebe-se que a diminuição da necessidade de força braçal está associada à diminuição da execução certas funções laborais. Segundo a Universidade de Oxford, 47% dos empregos vão desaparecer nos próximos 25 anos devido à mecanização e à substituição do homem pela máquina. Dessa maneira, funções voltadas apenas à execução de tarefas repetitivas - como caixa de supermercado - estão fadadas à extinção, cedendo espaço a ocupações que estejam alinhadas ao ideal da modernidade de aprimorar novas tecnologias.

Infere-se, logo, que medidas para diminuir o impacto dessas mudanças são necessárias. Para tanto, cabe ao governo federal, em parceria com o ministério da educação, promover a aproximação do corpo social às novas profissões, por meio da elaboração de cursos profissionalizantes que visem à preparar as próximas gerações, aprimorando as qualificações exigidas pelas mudanças no mercado de trabalho. Tal medida visa, de maneira precisa e democrática, à diminuir o efeito das transformações resultantes da Revolução Digital e das exigências de uma sociedade automatizada