Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 19/10/2021

Com o advento da revolução tecnológica digital, no século XX, tornou-se possível o surgimento de novas tecnologias, como a internet que consolidou a era digital. Nesse sentido, muitas das invenções que emergiram modificaram diversas áreas da sociedade, pois essas novidades foram englobadas no cotidiano e passaram a ser essenciais, por exemplo os smartphones que permitem ao homem realizar diversas funções no mundo virtual. Todavia, essas inovações não trouxeram apenas benefícios, porque tanto o desemprego quanto a flexibilização de leis trabalhistas foram impactos que apareceram no mercado de trabalho.

Nesse âmbito, uma das áreas que tiveram inovações tecnológicas e digitais aplicadas foi a industrial, posto que surgiram máquinas cada vez mais avançadas que executam diversas etapas do processo produtivo. Sob tal óptica, emergiu o modelo de produção da era virtual, que é o Toyotismo, um ideal desenvolvido pelo chinês Taiichi Ohno, que preconiza o uso da robótica em diversos setores fabris e o menor uso de mão de obra humana. Consequentemente, esse sistema modifica o mercado de trabalho, uma vez que ao preferir o uso de tecnologias, diminui os serviços destinados aos cidadãos em indústrias, o que favorece o desemprego.

Ademais, com o advento da era informacional surgiram invenções que permitiram a consolidação da globalização, dado que emergiram novas tecnologias de transporte e comunicação que favoreceram o contato entre nações. Nesse contexto, apareceu o Neoliberalismo, um modelo econômico adotado pela maioria dos países, na atualidade, e que prega a não intervenção estatal na economia, ação que favorece a instalação de multinacionais estrangeiras em muitos territórios. Logo, esse ideal oriundo do atual contexto tecnológico impacta o mercado de trabalho, visto que favorece a redução das leis trabalhistas, já que muitos países realizam essas flexibilizações para atraírem indústrias internacionais.

Portanto, a fim de combater os impactos das novas invenções no mercado de trabalho brasileiro, deve o Ministério da Educação, por meio de capital público, investir na criação de escolas técnicas em diversas regiões do país, que ofereçam cursos profissionalizantes para aqueles que perderam o emprego por causa das inovações, o que fará com que consigam novos serviços. Além do mais, deve o Ministério Público do Trabalho, a partir de normas, realizar melhorias gradativas nas leis trabalhistas, para reduzir a flexibilização dessas. Assim, os cidadãos serão menos afetados pela era informacional, porque terão direitos e acesso aos cursos técnicos.