Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho
Enviada em 10/10/2021
“A tecnologia é o motor do crescimento”. A premissa do economista inglês Robert Solow retrata a magnitude dos avanços tecnológicos em diversas áreas, entre elas, a profissional. Apesar dos seus impactos sociais positivos, como o aprimoramento dos processos operacionais, a revolução tecnológica e digital no mercado de trabalho pode aumentar o desemprego estrutural. São prementes, pois, estratégias para mitigar os efeitos negativos do advento tecnocientífico, em nome de uma sociedade mais justa e igualitária.
A princípio, é fato que o aperfeiçoamento dos modos de produção é um efeito da revolução tecnológica e digital.Sob esse prisma, o empresário Steve Jobs acreditava que a tecnologia move o mundo. Sob essa ótica, são perceptíveis as benesses dos aparatos tecnológicos em diversos âmbitos, inclusive no profissional. Isso porque esses recursos configuram-se como uma forma de desburocratização dos processos operacionais, uma vez que tendem a agilizar e facilitar o modo de produção, mediante a automação e o avanço nas formas de comunicação. Posto isso, devido à modernização operacional, as evoluções no campo da tecnologia se tornam propulsoras no aumento do faturamento de empresas, a partir do crescimento das vendas, além de transformar a qualidade dos serviços prestados e a diminuição dos defeitos e imperfeições nos equipamentos produzidos.
Entretanto, o advento tecnológico pode fomentar o desemprego estrutural. Nesse contexto, cabe citar o sistema fordista, modelo de produção em massa direcionado à sistematização de processos e ao aumento da produtividade, por meio da automação dos processos industriais. Analogamente, na hodiernidade, os meios tecnológicos têm transformado os moldes de produção e substituído a força de trabalho humana por máquinas. Nesse viés, a mão de obra qualificada e especializada se faz premente, em razão da necessidade do domínio das novas técnicas e processos de produção impostos pelas máquinas. Assim, há o crescimento da uberização do trabalho, pois, para se adaptar aos novos moldes, o mercado informal se faz uma alternativa para o exercício do ofício e sustento de suas famílias.
Infere-se, portanto, que a modernização dos modos de produção e o avanço do desemprego estrutural são alguns dos impactos causados pela revolução tecnocientífica. Logo, é basilar que o Ministério do Educação promova mudanças na grade curricular de ensino médio, mediante aulas práticas e teóricas com profissionais especializados nas áreas escolhidas pelo jovens, com orientações sobre os novos métodos de trabalho e propicie a vivência com as profissões escolhidas, com o fito de diminuir a grande parcela da população despreparada que sofre com os impactos negativos da revolução tecnológica. Destarte, o Brasil poderá ser uma parte do motor proposto pelo economista inglês Robert Solow.