Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 19/11/2021

A Terceira Revolução Industrial marca uma era caracterizada por grandes avanços no setor tecnológico e digital. O surgimento da internet, da inteligência artificial e da robótica são marcos históricos, os quais modificam o mercado de trabalho que começa a se formar baseado nas novas demandas e no novo cenário mundial e nacional. Todavia, torna-se necessário analisar os impactos para o panorama trabalhista por meio de dois vieses: a modificação na estrutura dos empregos e a qualificação dos novos profissionais em comparação com os já estabelecidos.

Diante disso, com as novas tecnologias surgem novas estruturas socioeconômicas. Na ótica do filósofo Heráclito, nada é permanente, exceto a mudança. De maneira análoga, o mundo está e permanecerá modificando-se, inclusive o mercado trabalhista, o qual consequentemente excluirá antigos empregos que darão lugar aos novos. Tal afirmação, é vista na prática com a diminuição do trabalho manual e aumento do uso de maquinário para a produção, nas demais indústrias. Ainda, com o surgimento de empregos que sem a internet seriam impossíveis de existir, como o Marketing Digital, que durante a pandemia do Coronavírus cresceu cerca de 31%, segundo a Ebit, a maior plataforma de opinião de consumidores do Brasil. Nesse cenário, empresas atuam não só no mercado local, como podem expandir seus negócios, sendo ainda uma opção para novos empreendedores, acarretando em maior oferta e consequentemente maior consumo, sendo positivo para a economia do país.

Não obstante, com a mudança na demanda de empregos, deve haver uma mudança na oferta de profissionais. Diante do exposto, há a necessidade de trabalhadores mais qualificados, já que as novas tecnologias exigem conhecimento técnico científico específico, como exemplo, profissionais de TI e engenharias para a criação de hardwares e softwares, ou designers gráficos e publicitários para as redes sociais. Ou ainda, nos setores de suporte para manusear o maquinário. Seja qual for o papel, o trabalhador moderno deve está preparado e poder desempenhar papéis multifuncionais. Contudo, o Brasil deve prepará-los para esse cenário, diminuindo as barreias sociais de acesso à capacitação adequada, como é defendido pelo historiador Roger Chatier, que afirma que educação é ponte principal para a modificação da sociedade. De tal forma, que seja inclusiva e qualificante.

Em suma, faz se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Ministério da Educação em parceria com Ministério das Tecnologias a criação de programas para qualificação profissional. Por meio, de cursos ofertados gratuitamente nas principais cidades dos estados. Tal projeto, ofereceria capacitação nas mais diversas áreas, preparando o cidadão para o mercado. Objetivando a cidadania digital e a não marginalização e exclusão desses.