Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho
Enviada em 18/11/2021
O advento da Revolução 4.0 na primeira década do século XXI permitiu a propagação de novas tecnologias em larga escala e, consequentemente, trouxe mudanças ao mercado de trabalho. No contexto nacional atual, torna-se evidente que o Brasil, apesar de atrasado no avanço tecnológico já sente essas modificações. Isso ocorre, por meio da automação, além da necessidade de maior qualificação profissional. Dessa forma, a pátria brasileira deve se posicionar de maneira positiva para que a população não sofra com tantas mudanças.
Em primeira instância, evidencia-se que a automação substitui a mão de obra humana em alguns casos. Isso posto, cabe salientar a fala de Albert Einstein : " Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa Humanidade". Ou seja, os ideiais das empresas validam a fala do cientista, uma vez que, optam por automizar em detrimento de dar oportunidades de trabalho à população. Já que, essa decisão é tomada porque com as máquinas, os gastos se resumem a manutenção, e com os trabalhadores mostra-se necessário seguir as leis trabalhistas, com isso, existe mais custo e mais burocracia. Assim, as empresas recorrem aos equipamentos para reduzir os gastos e, consequentemente, aumentar os lucros.
Outrossim, é notório que os avanços tecnológicos exigem mais qualificação dos profissionais. Desse modo, vale ressaltar que segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília, estima-se que 30 milhões de empregos serão substituídos por robôs até 2026. Ou seja, isso obriga o indivíduo a buscar por desenvolver mais capacidades e expandir suas habilidades em outros ramos, inimagináveis antes da inserção da tecnologia em várias áreas do mercado. Além disso, cria um cenário em que os jovens que são mais familiarizados com as inteligências artificiais se sobressaiam em relação às gerações mais antigas que precisam se acostumar e aprender a se reinventar. Logo, contruibui para o aumento no número de desemprego estrutual no país.
Portanto, para que as pessoas não percam seu espaço no mercado de trabalho para as máquinas, mostra-se necessário que o Governo Federal, representado pelo Ministério do Trabalho proponhas as empresas nacionais a valorização da mão de obra humana, por meio da obrigatoriedade de uma quantidade mínima de trabalhadores por setor. Além disso, oferecer cursos profissionalizantes gratuitos em todo o país para toda a população adulta economicamente ativa, visando a integração de todos às inovações. De modo que, a tecnologia represente um mecanismo de colaboração aos trabalhadores e não uma ameaça, a fim de que o Brasil possa evoluir e avançar no deselvovimento econômico.