Impactos da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho

Enviada em 20/11/2021

A “Internet das coisas” é resposável por revolucionar a forma como os indíviduos interagem com o mundo a sua volta, esse conceito tecnológico está relacionado a conexão dos objetos do cotidiano com a internet. Sob esse viés, a medida que as tecnologias nos postos de trabalho brasileiro evoluem, e os cidadãos não se profissionalizam de modo efetivo, impactos negativos são gerados no mercado de trabalho nacional. Desse modo, cabe analisarmos a inoperância estatal e a falta de uma educação profissionalizante como empecilhos a serem solucionados para evitarmos esses impactos.

Sob essa perspectiva, a falta de comprometimento político colabora para que parte da populção seja excluída dos postos de trabalho. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, a dificuldade em incorporar trabalhadores está relacionada à falta de profissionalização voltada para indústria 4.0 – que utiliza automação indústrial e robótica graças a " Internet das coisas". Nesse contexto, a redução de verbas para a educação, promovida pelos políticos no ano de 2021, impacta negativamente no acesso à educação profissionalizante, o que reflete a falta de comprometimento para com os cidadãos. Desse modo, tal realidade deveria ser inadmíssivel, visto que a Constituição Federal afirma que é dever do Estado promover o acesso à educação, assim como os meios de inserir os brasileiros no mercado de trabalho.

Ademais, má formação educacional contribui para que os brasieliros não estejam capacitados para  atender as demandas da revolução tecnológica digital no mercado de trabalho. De acordo com a Agência Brasil, existem mais de 14 milhões de desempregados no país, porém sombram ofertas de emprego nas áreas que ultilizam a tecnologia. Segundo o filosófo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, nesse sentido a educação brasileira deixa lacunas na formação tecnológica de seus cidadãos, o que gera indivíduos incapazes de preencher as ofertas de emprego do mundo digital.

Portanto, para que a revolução digital não cause impactos nefastos ao mercado de trabalho nacional, cabe ao binômio governo federal e  Ministério da Educação - órgão resposável pela formação educacional técnica no Brasil- promover o incentivo ao ensino profissionalizante durante o ensino médio, assim como oferecer cursos técnicos voltados para a demanda do mercado de trabalhado nacional a todos os cidadãos, por intérmedio de aulas ministradas por profissionais capacitados na área de tecnologia e inovação, a fim de que os futuros trabalhadores possam se adequar as vagas de emprego ofertadas na " Era da tecnologia". Assim, a conectividade dos objetos não será mais um desafio para os trabalhadores nacionais.