Impactos da transposição no Rio São Francisco

Enviada em 23/02/2020

O Nordeste brasileiro sofre de maneira crônica com as duras secas que perduram meses e até anos, por isso foi dado início a transposição do rio São Francisco que promete amenizar a escassez de água nas regiões mais afetadas pela seca. No entanto, um projeto com essa dimensão traz impactos a sociedade e ao meio ambiente , como a invasão de animais nas áreas urbanas e os desequilíbrios ecológicos.

Em primeiro plano, é sabido que a construção dos canais reduz o habitat dos animais terrestres, pois muitos deles não conseguem fazer a travessia nas poucas passarelas existente ao longo da transposição. Dessa forma, os animais tendem a migrar para as áreas urbanas e isso aumenta a possibilidade de acidentes, como a picada de cobras. Consequentemente, isso afeta a saúde das populações urbanas.

Além disso, a introdução de especies exóticas em um ambiente afeta todo o seu ecossistema, fazendo com que algumas especies nativas sejam extintas. Desse modo, nota-se que a transposição do rio São Francisco pode gerar a extinção de diversas especies nas bacias receptoras, pois os canais facilitam a entrada de peixes e seus ovos, não nativos, causando um desequilíbrio ecológico nessas regiões.

Diante das problemáticas apresentadas, portanto, são necessárias medidas para resolvê-las. O Governo Federal, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente deve reestruturar os habitats prejudicados pela transposição, por meio do aumento no números de passarelas ao logo dos canais e introduzir nelas a vegetação nativa, a fim de que os animais de pequeno e grande porte possam usufruir. Além disso, devem combater a introdução de espécies exóticas nas bacias receptoras, por meio da introdução de filtros nos canais que impeça a passagem de peixes e ovos não nativos daquela região, a fim de que não ocorra um desequilíbrio ecológico e a extinção de animais.