Impactos da transposição no Rio São Francisco

Enviada em 24/02/2020

Em “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, é notório a descrição mórbida realizada pelo autor sobre o qual impactante é a seca no Nordeste, favorecendo um cenário de miserável e enfermo. Todavia, o governo Federal iniciou a Transposição do Rio São Francisco, a fim de evitar esse cenário. Contudo, os impactos não foram mensurável, esquecendo-se dos impactos que esse projeto causará ao meio ambiente os usuários do rio São Francisco.

Em primeiro lugar, a agricultura irá sofrer uma queda brusca, advento do sistema de irrigação inadequado. Segundo o Ministério da Agricultura, o sistema de irrigação em solos semiáridos causará o fenômeno ‘salinização do solo’, que consiste em aumentar a quantidade de sal no solo e culminando na sua esterificação do solo, tornando-o inviável para agricultura e também flora nativa, causando a extinção da flora nativa.

Advento da obra também, a fauna nativa sofrerá dois fenômenos que irão impactar sua espécie. Primeiro, a impossibilidade de transitar para o outro lado causará o ‘Vórtice de extinção’, causando um déficit de variabilidade genética e consequentemente, uma propensão tanto a doenças genéticas quanto a doenças locais. Além disso, a Endogamia irá ocorrer com os peixes, culminando na extinção de espécies nativas advento da seleção natural.

Ademais, a alteração que a obra causou no baixo Rio São Francisco está culminando em um conflito hídrico. Segundo os meios de comunicação em massa, na região baixa do rio, houve uma brusca diminuição da oferta de água, que está afetando as atividades econômicos como pesca e agricultura, causando uma queda na economia local e tornando-os mais miseráveis.

Levando em consideração esses aspectos, os impactos ocasionando pela Transposição devem ser abordado. O Ministério do Meio Ambiente deve criar um sede de monitoramento para os impactos ocasionado pela obra, além de oferecer ‘Workshops’ aos agricultores locais a fim de ensiná-los a trabalhar em solos do semiárido sem extinguir a flora local, tornando menor os impactos do rio São Francisco.