Impactos da transposição no Rio São Francisco

Enviada em 24/02/2020

O projeto de deslocamento de parte de águas do rio São Francisco, que prevê a construção de um pouco mais de 700 km de canais que levarão águas a estados do nordeste brasileiro, encontra-se na sua fase final. Após 7 anos de atraso, encaminha-se para que suas obras sejam concluídas.

Segundo o relatório de impacto ambiental, dado a importância da obra, os danos ao ecossistema são pequenos e não causam mal ao meio ambiente. Por outro lado percebe-se que a retirada de água do rio Francisco impacta no volume do rio, que possui diversas hidrelétricas que necessitam da força do rio para operarem. Além disso, a retirada da vegetação para que o andamento da obra ocorra normalmente, também impacta o meio ambiente e de acordo com geógrafos da UFCG ( universidade federal de campina grande) a retirada da vegetação nativa deixa o solo desprotegido tornando improprio para o plantio e o cultivo.

E ainda mais, segundo César Nunes de Castro do instituto de pesquisa econômica aplicada (ipea), os reservatórios e hidrelétricas principalmente do médio rio Francisco até o foz do rio alteraram o regime normal do rio, deixando-o sobrecarregado e com menos vazão que o suficiente.

Portanto, o Governo Federal não deve esperar o final da obra para agir e parar esses problemas causados pelo deslocamento do Rio Francisco, e juntamente com o Ministério da Infraestrutura, criar projetos de reposição da vegetação e a proteção dos animais que vivem na região,principalmente dos peixes que alimentam muitas famílias através da pesca. Se o a transposição do Rio Francisco será positivo para a população veremos em sua conclusão, mas as obras não podem atrapalhar a vida humana desde agora.