Impactos da transposição no Rio São Francisco

Enviada em 22/02/2020

A transposição do rio São Francisco, ao mesmo tempo que gera benefícios econômicos para a região do semi-árido nordestino, ocasiona graves problemas de deslocamento populacional e um grande impacto ambiental, pela destruição do bioma da Caatinga. Não obstante, haverá até 2025, a irrigação de 1.142.400.000 quilômetros quadrados, o que beneficiará até 12.4 milhões de pessoas, com o aumento do número de empregos diretos e indiretos.

A diminuição do número de espécies, a poluição, bem como a introdução de espécies exóticas são graves problemas decorrentes do processo de transposição do rio São Francisco, além de gerar um grande número de deslocamento populacional na região do semi-árido nordestino. Nesse sentido, tanto a Caatinga, quanto a região da Mata Atlântica são afetadas pela ação do homem.

A obra do São Francisco, além de cara, pois custou aos cofres públicos R$ 13 bilhões de Reais, poderia ter sido menos custosa, o que levou a Agência Nacional de Águas a estimar o valor de R$ 3.6 bilhões de Reais para um total de 530 obras no sentido de solucionar os problemas de abastecimento hídrico em todos os núcleos urbanos acima de 5.000 habitantes do semi-árido brasileiro.

A introdução de caprinos e ovinos na região, bem como a agricultura para exportação é, sem dúvidas, o grande fator que leva ao aprofundamento do processo de impacto ambiental. O governo, no sentido de minorar esse problema, deveria promover a exploração racional e consciente do meio ambiente, mas isto não ocorre por falta de planejamento estratégico. Deve, também, fornecer ao habitante da Caatinga, meios de se profissionalizar, e se tornar competitivo, devido ao grande influxo de indústrias que necessitam de mão de obra qualificada. Com isto, ao mesmo tempo, evitaria o êxodo populacional e, também, melhoraria a economia local.