Impactos da transposição no Rio São Francisco
Enviada em 23/02/2020
No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho, como já dizia Carlos Drummond. Sempre que o progresso avança um passo, algum impacto atrapalha o caminho. E a transposição de um rio, como o São Francisco, que ajudará milhões de pessoas, não foge a isto. De maneira a modificar a natureza e as comunidades que vivem as margens do rio e nas áreas por onde as obras percorrem, desmatando-as e impedindo a locomoção natural dos animais marinhos e terrestres.
Primeiramente, os impactos ambientais são qualquer alteração estrutural do meio ambiente ou dos elementos que o compõem. A mudança do curso de um rio altera a estrutura natural de um local. Logo a transposição do rio São Francisco é um impacto ambiental, já que de tal modo, essa obra vai modificar os fatores bioticos e abioticos. De maneira que impeça até os animais terrestres de atravessarem de um lado ao outro do canal, que por longos trechos não dispões de pontes para que animais atravessem sem correr riscos.
Antes de mais nada, essa obra também prejudicará o rio São Francisco em si, já que o nível de água desviada atualmente é de 95760m³ por hora, podendo chegar a 457200m³/h, por consequência, a biota marinha também se desviará com a modificação e o nivel do rio baixe gradativamente. Haja visto, que existe um novo caminho para a água e a vida marinha percorrer. Por conseguinte, isto implica em impactos ainda maiores para as populações ribeirinhas, que vivem da pesca as margens do rio.Em virtude que os peixes podem sair das áreas naturais de reprodução e irem para o novo curso do rio.
Portanto, a alteração do curso natural do rio, ajudará milhares de pessoas, entretanto a concursão gerada é ainda superior aos benefícios. Assim sendo, é necessario que a agência nacional de águas, reveja o projeto e adote medidas mais simples e funcionais, como a criação de um projeto de amplificação dos poços tubulares com dessalinizadores movidos a energia solar de baixo custo. De modo a suprir as necessidades aquíferas regionais, já que a transposição não atinge 100% das populações do semi-árido nordestino. E os poços podem ser construidos em qualquer lugar e a baixo custo. Só assim podemos deminuir os problemas gerados com a transposição.