Impactos da transposição no Rio São Francisco

Enviada em 23/02/2020

No Período Colonial, ainda quando era chamado de “Rios dos Currais”, porque o gado era levado pelas margens do seu leito. O Rio São Francisco já começava a sofre seus primeiros impactos ambientais. Por sua vez, sua transposição aumentou essas avalias infligidas ao longo do tempo. Por exemplo, invasão dor mar dentro do seu trecho do rio e retirada da vegetação para a construção dos canais.

A transposição tem deixado o fluxo de água menor em sua foz, assim o mar começa a invadi-lo. Isso já ocorria devido as inúmeras barragens feitas no seu leito. Além disso, a criação de dois canais (Eixo Norte e Leste) que retiram água de um “Velho Chico " já bastante combalido, só agrava a salinização em seu exutório.

Ademais, a extração da cobertura vegetal para canalização para transferência da água do São Francisco, deixa o solo exposto. Assim, causando o assoreamento no leito do rio. Pois, sem a vegetação o solo é carreado das áreas desmatadas, para rede de drenagem e os reservatórios. De forma que, diminuir sua capacidade de drenagem, assim como, volume de água armazenada nas barragens.

Portanto, a transposição do “Velho Chico” causa inúmeros impactos à natureza local. De modo que, para mitigar esses danos irá ser necessário a mobilização de vários setores da sociedade. Para tanto, é importante a parceria das universidades locais com os gestores públicos, utilizando as pesquisas das instituições de ensino, para traçar ações de políticas públicas voltadas à gestão das águas do São Francisco. Como, verificar a vazão que a captação deve ser mantida, para manter um fluxo constante no rio, além implantar projetos de restauração da vegetação retirada para efetivação da transposição. Por consequência, deixar o “Velho Chico” bem parara as gerações futuras.