Impactos da transposição no Rio São Francisco

Enviada em 24/02/2020

Velho Chico está drenado

A falta de uma base socioambiental balanceada torna a técnica de tranposição de rios inviável a longo prazo.

O Rio São Francisco como principal base de abastecimento de água no nordeste do Brasil encontra-se em uma situação fragilizada, já que sua transposição acarreta numa série de dependências econômicas, assim como atua pejorativamente em grande parte dos impacto socioambiental.

Conhecido também como “Nilo brasileiro”, ao modificar o rumo natural do rio, impede-se sua fertilização normal, causando malefícios como a erosão da costa do afluente, assim como o desaparecimento das comunidades aquáticas.

A dependência das comunidades costeiras locais acabam por entrar no gradiente de impactos desta técnica despreparada. Prejudica-se os rios, o solo, a comunidade, a economia.

Apesar da transparência que os prejuízos que a transposição ocasiona, ela acaba por beneficiar a um círculo de outras comunidades que residem afastadas das nascentes do São Francisco e necessitam também de sua subsistência, apesar da parcela não atingir ao seu total populacional nordestino.

O projeto de transposição do rio São Francisco começou já como um meio alternativo, frágil para a demanda, principalmente no sertão nordestino. Os resultados obtidos no abastecimento acabaram por não considerar os impactos socioambientais negativos. Desta forma, deveria-se levantar um base de fundamento cientifico para controlar os riscos obtidos as populações, sejam elas aquáticas, ou as dependentes destas.