Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 10/11/2025

De acordo com Rousseau, o ser humano nasce livre, mas por toda parte se encontra acorrentado, ou seja, limitado a visões sociais estigmatizadas. De forma análoga, o envelhecimento da sociedade brasileira é visto socialmente com uma perspectiva limitante. Nesse sentido, é necessário analisar como a criação de uma imagética cristalizada ocasiona a marginalização dos idosos.

Diante desse cenário, a criação de uma imagética cristalizada é um dos principais entraves para o envelhecimento positivo. No filme Up: altas aventuras, o protagonista Frederick é tratado com cuidado excessivo por ser idoso, no entanto, ele embarca em uma viagem e demonstra vivacidade. De forma semelhante, muitos brasileiros são tratados como ele durante a velhice, sendo essa fase da vida tida como estagnada e inativa. Com a inércia comportamental, o envelhecimento permanecerá sendo um estigma.

Ademais, a marginalização dos idosos é ocasionada. Isso ocorre, porque ao ser esteriotipado negativamente ocorre o afastamento das atividades cotidianas, como o trabalho e atividades físicas, gerando o isolamento. Isso pode gerar doenças mentais (como ansiedade e depressão) por causa da constante exclusão social. Segundo a ativista Chimamanda Adichie, para que se haja uma mudança social é necessário transformar o “Status quo”, ou seja, mudar a mentalidade da sociedade. Sem a transformação do “Status quo” da população brasileira, a comunidade idosa está em constante estado de vulnerabilidade.

Logo, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, o Ministério da Educação, por ser o responsável pela formação cidadã, deve promover ações de conscientização sobre o envelhecimento, por meio de palestras nos ambientes acadêmicos, podendo ser estendida através dos meios de comunicação em massa. Tal ação deve ocorrer a fim de minimizar a marginalização dos idosos.