Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 03/09/2019
Thomas Malthus previa que a população mundial iria crescer em progressão geométrica, enquanto que a produção de alimentos cresceria em progressão aritmética, gerando, um caos planetário. Porém, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a população brasileira irá se estabilizar em 2045 e apresentará mais idosos que jovens em 2080. Logo, haverá efeitos socioeconômicos descuidados pelo geógrafo inglês.
Em primeiro lugar, é de se dizer que o mencionado envelhecimento da população trata-se de um fenômeno inevitável e terá como consequência imediata a inversão dos estratos sociais. Isto é, em razão da urbanização e industrialização do século XX, os brasileiros tiveram acesso à saúde e à educação, bem como as mulheres puderam se inserir no mercado de trabalho. Assim, segundo o IBGE, cerca de 84% da população tornou-se urbana, enquanto que 49% da força de trabalho, feminina, refletindo em um aumento da expectativa de vida e em uma baixa taxa de fecundidade.
Nesse caso, na esteira dos dados da ONU, observa-se uma tendência de diminuição de crianças e um aumento de idosos, mas, como a mão invisível do mercado de Adam Smith, haverá um processo de retração e outro de ampliação de parcelas distintas da economia. Por exemplo, haverá menos demandas por escolas e creches, embora, ao mesmo tempo, haverá necessidade de revisar periodicamente políticas públicas de lazer, turismo, saúde e previdência social para a parcela senil.
Portanto, é preciso que a ONG, ligada a estudos sociológicos e financeiros, chamada Planejamento da Qualidade de Vida, promova atos panfletários no Congresso Nacional e divulgação na mídia televisiva, de modo a esclarecer aos brasileiros sobre os impactos do envelhecimento da população. Dessa forma, poderá informar ao público que a gestão dos recursos governamentais precisa ser reavaliada de cinco em cinco anos, otimizando gastos públicos, principalmente nos setores de educação e previdência; ou, então, tais recursos poderão ser empregados em Parcerias Público-Privadas, que prestarão os serviços de interesse social.