Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 30/07/2019
Após o fim da Segunda Guerra Mundial, o Brasil e o mundo presenciaram um avanço significativo na área da medicina e o surgimento de métodos contraceptivos, que ocasionou uma redução na taxa de natalidade brasileira e o aumento da expectativa de vida, promovendo o acréscimo da população idosa. Nesse prisma, novos desafios surgem e demandam soluções, tais como, a inclusão de pessoas com idade provecta no mercado de trabalho e melhorias na vitalidade pública para esse grupo.
Em primeira análise, o trabalho é fonte de renda, satisfação pessoal e também é importante para a manutenção da qualidade de vida. Contudo, os idosos usualmente precisam competir com os trabalhadores jovens, mais qualificados, além de enfrentarem a estigmatização social, o que dificulta a sua permanência no mercado de trabalho. Ademais, as políticas vigentes ainda são insuficientes para incorporar a população mais idosa no processo produtivo.
Outro ponto a ser salientado, é que segundo uma pesquisa do Ministério da Saúde, 75% dos idosos dependem exclusivamente do SUS. Entretanto, faltam condições de infraestrutura nos hospitais e recursos para essa parcela da sociedade, haja vista que a população longeva têm maior taxa de admissão hospitalar ao serviço de emergência e estadias mais longas, fazendo maior uso dos serviços hospitalares.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde desenvolver programas de saúde pública preventivas voltadas para à geriatria, com o intuito de prevenir o desenvolvimento de doenças mais graves, contribuindo para o envelhecimento saudável da população. Outrossim, é imperativo que o Ministério do Trabalho amplie os programas de capacitação continuada, aumentando as chances de competição direta com os jovens, também, é imprescindível adequar o ambiente de trabalho e as atividades a serem realizadas às características típicas da ‘’terceira idade’’. Desse modo,será possível transformar os idosos em cidadãos ativos e com funcionalidade.