Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 26/08/2019
Durante muito tempo, envelhecer não era algo inerente a todos. As muitas doenças e pestes, como a Bubônica, na Idade Média, se alastraram no decorrer dos séculos e dizimaram várias vítimas em plena flor da idade. No entanto, com o avanço da medicina, vacinas e antibióticos, como a Penicilina, mudaram radicalmente essa conjuntura e possibilitou maiores expectativas de vida para os indivíduos, a ser essa, hodiernamente, uma grande questão para os Estados mundiais, preocupados com as consequências de uma sociedade majoritariamente formada por pessoas de idade avançada. Dessa forma, cabe analisar os fatores que propiciam essa situação e as medidas para atenuá-la.
A priori, é notável uma imensa mudança quando se comparado ao idoso de anos atrás, para os da atualidade. Ademais, hoje constata-se a existência de uma geração de pessoas de idade que se preocupam mais com o bem estar físico e mental, a fazer com que se cuidem mais e proporcionalmente, a ajudar a se ter mais expectativa de vida. Além disso, com os avanços medicinais contra o combate de doenças, viver bem e com saúde se tornou ainda mais possível. Como prova disso, segundo dados do IBGE, a população idosa no Brasil cresceu 26% em seis anos.
No entanto, do ponto de vista político e econômico, a existência de um envelhecimento populacional é algo que acomete determinados problemas. No mundo todo, vários países estão a viver o chamado “envelhecimento da pirâmide etária”, ao qual faz com que se tenha mais idosos do que jovens em um determinado local, não só pelo fato dos idosos viverem mais, como, também, por conta dos índices de baixa fecundidade presente nas sociedades modernas, fruto da presença de métodos contraceptivos e da inserção das mulheres no mercado de trabalho. Por conseguinte, esse dilema coloca em questão o futuro dessas sociedades, pois uma sociedade idosa indica maiores gastos previdenciários e a diminuição da população economicamente ativa, a ser esse, de fato, o maior impasse para os Estados desenvolvidos.
Destarte, medidas devem ser tomadas a fim de mitigar o imbróglio. Logo, cabe ao Estado realizar uma reforma previdenciária, com o fito de gerar equidade na sua distribuição aos indivíduos, de forma que se tenha recurso suficiente para todos, sem que haja deficiência do processo em nenhum dos lados. Por fim, cabe, também, ao Ministério da Saúde promover melhorias no sistema público de saúde, em relação aos idosos, por meio do aumento no número de médicos especializados e realizar semanas da saúde no decorrer do ano, com a promoção de atividades físicas e de desenvolvimento mental para propiciar ainda mais bem estar a esses cidadãos. Com isso, poder-se-á contornar a situação e criar uma sociedade mais próxima da citada nos Direitos Humanos.