Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 30/07/2019
Na Antiguidade Clássica pessoas de idade avançada era sinônimo de sabedoria e respeito, no entanto, no Brasil o idoso não é prioridade. Investimentos estatais básicos permitem a dignidade civil da população envelhecida, porém, tal discurso legal que em tese asseguraria a qualidade de vida dos idosos encontra-se extremamente comprometida. Esse fator deve-se a negligência estatal e cidadania frequentemente frágil.
De acordo, com o Artigo 3 da Constituição Federal do Brasil é dever do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade o acesso à saúde, dignidade e respeito. Em contrapartida, o cenário atual é saúde pública defasada, com profissionais incapazes de lidarem com as mudanças físicas, psíquicas e sociais dos idosos. Devido a isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que, dos 75 anos de expectativa de vida do brasileiro os 10 últimos é associado à doenças.
O filósofo clássico grego Aristóteles, afirmou uma vez que “A cultura é o melhor conforto para a velhice”. Entretanto, manter os idosos integrados socialmente e economicamente ativos na sociedade civil é uma utopia. Infelizmente, tal fato deve-se a cidadania relativamente frágil e sem voz ativa para reivindicação dos direitos.
Consoante aos desafios que são e podem ser enfrentados pela população envelhecida do Brasil, fica evidente a necessidade de medidas prementes. Portanto, cabe ao Estado a implantação de políticas públicas em comunhão com as prefeituras, voltadas à saúde e integração social. Tais como, acompanhamentos feitos por agentes de saúde buscando a prevenção e informação, visando tratamentos em estágio inicial de doenças com maior chance de cura e qualidade de vida. Além de, projetos sociais voltados a cultura e integração, por meio do Centro de Referência e Assistência Social (CRAS), tais como danças, palestras informacionais e atividades recreativas, visando a sensação de pertencimento na sociedade.