Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 05/08/2019
O século XX, caracterizou-se por grandes mudanças no perfil da sociedade brasileira, dentre elas, o envelhecimento da população, devido, principalmente, as melhorias nas condições de vida pelas quais o país passou, logo, o aumento da expectativa de vida. Hodiernamente, no entanto, a posição do idoso no Brasil passa por diversas oposições, essencialmente, no que diz respeito ao bem-estar social. Sob essa perspectiva, é necessário analisar, com cautela, os efeitos do envelhecimento que são prejudiciais tanto para a economia, quanto para a saúde pública.
Convém ressaltar, a princípio, que, o aumento da expectativa de vida não significa, necessariamente, desenvolvimento, haja vista que muitos idosos não possuem autonomia em suas funções básicas. O poema “Retrato”, de Cecília Meireles, retrata o envelhecer de forma pejorativa, vinculado a um viés do preconceito sofrido por muitos idosos, uma vez que, são estereotipados como inválidos e sem valor. Com efeito, esse grupo social é discriminado pelos setores econômicos, e, por conseguinte, marginalizado por uma sociedade orientada pelo lucro, os quais desconsideram os anos de contribuição efetiva desses idosos.
Outrossim, cabe salientar o elevado gasto do governo, com saúde pública, devido a saúde frágil dos idosos e a incessante busca por tais serviços, devido as condições impostas pela idade. De acordo com o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros, 75,3% dos idosos dependem exclusivamente dos serviços prestados no Sistema Único de Saúde, fato importante para uma nação, haja vista, que a procura por esses serviços propende a aumentar a cada ano. Dessa ótica, o país se torna dependente de outros estímulos de crescimento, sobretudo, do aumento da produtividade do trabalhador.
Destarte, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Para tal, urge que o Estado, como figura de interventor, elabore programas inclusivos para a terceira idade, por meio de oficinas culturais abertas, incentivando a participação dessa minoria no âmbito social, de modo a mitigar o quadro de marginalização. Ademais, cabe a Escola, enquanto instituição formadora de valores, criar um projeto de valorização e proteção da velhice, com seminários, coordenados pelos próprios idosos da comunidade, nos quais poderão trabalhar, de forma inclusiva e interessante, temas como discriminação e exclusão, a fim de que o contexto de estereotipação dos mais velhos seja vencido.