Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 29/07/2019

A reforma sanitária foi um movimento que nasceu no contexto da luta contra a ditadura militar brasileira, na década de 1970, que estipulava um conjunto de ideias em relação às mudanças e transformações necessárias na área de saúde para promover melhores condições de vida para a população, portanto, garantindo uma universalidade do direito à saúde e, posteriormente, criando o SUS. O desenvolvimento da área e de diversos setores adjacentes foi tão notório que houve um aumento proporcional aos investimentos em relação à expectativa de vida e, atualmente, o envelhecimento no Brasil está sendo mais rápido, prejudicando a economia do país.

De acordo com relatórios recentes da ONU, o envelhecimento da população mundial vem aumentando continuamente, mas de forma desigual. Em vista de que a taxa de fecundidade está em declínio e a expectativa de vida em ascensão, em nações mais pobres, a equação se inverte e a média de um indivíduo residente desses lugares está em 7 anos menor do que a média global de expectativa de vida. O Brasil se enquadra nos países que estão envelhecendo cada vez mais rápido, com elevadas taxas de idosos e o Instituto Superior de Economia e Gestão, o ISEG, estipula que isso pode acarretar um prejuízo a economia brasileira, mas beneficiar serviços envolvendo saúde como instrumentos médicos e medicamentos, além do aumento nas áreas que proporcionam conforto a estes indivíduos dessa faixa etária como, por exemplo, a indústria de alimentos mais saudáveis.

Sendo assim, a estrutura de consumo vai modificar-se, tendo uma diminuição na taxa de empregos, um déficit nos setores de educação e um aumento na importação de bens de produção, como consequência. No entanto, o ISEG frisa que ainda não há dados suficientes de como evoluirá os gastos, nem como irá variar os rendimentos desses aposentados, logo, são suposições flutuantes sobre o futuro brasileiro.

Desta forma, é um fato que a população brasileira está envelhecendo mais rápido, porém não necessariamente, prejudicando a economia do país, mas a modificando. É necessário repensar a antiga economia que move a nação e aprimora-la às novas perspectivas, como por exemplo, inserir esses idosos no mercado de trabalho, afinal, eles estão vivendo mais, com melhores condições de vida e ainda são, em sua grande maioria, ativos. Inserindo-os em cargos que não sejam desgastantes, mas que estimulem a experiência que eles possuem para que possam repassa-la à nova geração, trazendo uma fomentação positiva para instituições e empresas, a título de exemplo, gerando rendimentos e fazendo girar a roda da economia brasileira.