Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 31/07/2019
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, em 2017, que a expectativa de vida da população brasileira é de 76 anos e, em 2029, a projeção de idosos (maiores de 60 anos) será de 40,3 milhões. Um fato preocupante, já que o Brasil não está preparado para a inclusão dessa população, devido à falta de políticas públicas e privadas direcionadas a esse grupo. Tal realidade pode trazer consequências para o país.
Um dos fatores que acompanham o envelhecimento da população são os gastos com a saúde pública, o que pode prejudicar a economia do país, já que os gastos aumentariam. Países como Holanda e Japão que passam por essa situação são exemplos a serem seguidos, segundo dados do site da Globo, esses países adotam medidas públicas como centros de cuidados preventivos que oferecem aos idosos massagem, ginástica, piscina e reabilitação com o intuito de aumentar a disposição deles e diminuir gastos na saúde. No Brasil no entanto, apesar de existir o Estatuto do idoso que legitima os direitos básicos do cidadão em idade avançada, muitas vezes não é posto em prática, visto que são poucas cidades que oferecem infraestrutura para essa população.
Outro fator é a diminuição da mão de obra na idade ativa, já que algumas pessoas com mais de 60 anos possuem algumas limitações como dificuldade de locomoção e não conseguir lidar com novas tecnologias. Tais limitações se agravam mais no Brasil, uma vez que a infraestrutura das cidades brasileiras não oferecem suporte ao idoso. No que diz respeito às novas tecnologias, uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) mostrou que 40% dos idosos entrevistados possuem receio de danificar o aparelho, o que demonstra falta de iniciativas para a inclusão digital desse grupo, em razão das tecnologias serem voltadas principalmente aos jovens e adultos.
Diante dos fatos citados são necessárias medidas que diminuam o impacto do envelhecimento da população brasileira. Para isso o governo deve fortalecer e consolidar o Estatuto do Idoso, para que as cidades possam ter centros para a terceira idade e que eles possam exercitar e se sentir mais ativos, diminuindo gastos com a saúde pública. Juntamente a essa medida, as prefeituras devem investir na infraestrutura de suas cidades, melhorando a mobilidade dos idosos para que eles não sejam excluídos da sociedade por não ter como sair de casa sem depender de alguém. Por último, o Ministério do Trabalho deve introduzir o idoso no mercado trabalhista por meio de uma legislação que obrigue a empresa a ter um número mínimo de pessoas que se enquadram nessa faixa etária em serviços diversos, como recepcionista, caixa, professor, a fim de aumentar a mão de obra.