Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 31/07/2019

O avanço da medicina possibilitou o aumento da longevidade. Por conseguinte, a expectativa de vida do brasileiro passou de 52 anos, em 1960, para 76 anos, em 2017, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, embora esse seja um dado positivo, há uma dificuldade em conciliar o crescimento do número de idosos e a qualidade de vida dessas pessoas.

Inicialmente, é válido ressaltar um problema que atinge a população idosa: maus tratos. Infelizmente, essa faixa etária sofre com o desrespeito, a exploração financeira e a violência psicológica que são, frequentemente, praticadas pelos parentes próximos. Tais ações contrariam o que o filósofo chinês, Confúcio, pregava acerca da obediência e respeito que as famílias deveriam ter com os indivíduos mais velhos.

Ademais, há o empecilho da má infraestrutura dos lares para idosos. Esses locais apresentam superlotação, falta de profissionais qualificados e ausência de atividades de lazer. Em contrapartida, na Suíça - que é considerada o melhor país para idosos viverem, segundo “ranking” da ONU - os asilos são arborizados, modernos e possuem atividades físicas e recreativas.

Torna-se evidente, portanto, que há complicações ao tentar aliar o aumento da quantidade de idosos e a qualidade de vida. Por isso, a mídia deve incentivar o respeito a esse grupo, por meio de propagandas e programas que tratem dessa temática - abordando, por exemplo, paralelos entre a sociedade brasileira e outros países, como China, Japão e Suíça, que tratam muito bem os mais velhos - a fim de incentivar a nova geração a ter o comportamento semelhante. Além disso, o Estado deve verificar o funcionamento dos asilos, para que sejam um lar aconchegante para os idosos.