Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 05/08/2019

Historicamente, o envelhecimento da população dos países desenvolvidos sempre foi maior devido os melhores programas do serviço públicos e privado. Com o desenvolvimento da ciência e o barateamento das tecnologias a partir dos anos 80, países subdesenvolvidos como o Brasil, conseguiram apresentar uma gradativa fase de envelhecimento populacional mediante avanço na medicina. Contudo, se por um lados os cidadãos brasileiros estão vivendo mais, por outro o acelerado envelhecimento de um país pouco desenvolvido pode causar impactos e novos desafios sociais exigindo abertura de uma nova conduta da administração pública.

Inicialmente, torna-se importante a análise destes possíveis adversidades. Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil chegará na marca de 212 milhões de habitantes até o ano de 2045, tendo nos anos posteriores maior número de idosos acima dos 70 anos que jovens abaixo dos 14. Esse dado preocupa na medida que é lembrado a deficiência sistemática do SUS (Sistema Único de Saúde), sendo esse órgão a principal porta de entrada de assistência da maioria da parcela da população brasileira. Com o aumento do número de idosos o sistema de saúde pode entrar em colapso já que a área demanda maior capacidade de atendimento aos tratamentos.

Além disso, surgem novos problemas: o envelhecimento da população aliado a diminuição da taxa de fecundidade acende a necessidade de reavaliação do setor previdenciário. O crescimento da taxa de aposentados e a possível baixa de trabalhadores ativos compromete a arrecadação e a distribuição dos benefícios de milhões de idosos. Esse fato se deve ao regime de repartição da previdência que exigiria aquecimento obrigatório da economia brasileira e um grande número de empregados ativos para assegurar um alto montante para pagar as demais aposentadorias.

Portanto, entende-se impedir que possíveis fatos possam desenvolver no país. Para tanto, é necessário que o Ministério da Saúde estude desenvolver parcerias com o setor privado promovendo vincular o SUS às clínicas e hospitais privados das pequenas e médias cidades, custeando tratamentos ortopédicos, neurológicos e cardíacos, diminuindo a sobrecarga dos hospitais públicos e podendo atualizá-los. Ademais, o Congresso Nacional deve discutir adotar à previdência o regime de capitalização no qual o próprio trabalhador pode criar uma espécie de poupança própria que o torna independente da administração estatal e de possíveis problemas econômicos, podendo ou não fazer escolha do regime. Os deputados ainda devem garantir a criação de uma política pública promovendo garantia de entrega do salário mínimo aos idosos que não conseguirem contribuir totalmente nas parcelas ao longo do serviço de trabalho.