Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 02/08/2019

A geografia explica a dinâmica populacional usando as pirâmides etárias, o que facilita o entendimento dos assuntos relacionados à população. Analogamente, constata-se um crescimento gradual da população idosa, no Brasil, e isso interfere na economia no país. Além disso, a dicotomia entre jovens e anciãos convivendo no mesmo espaço gera inconsistências sociais.

A priori, a forma como uma população vive define a economia de um país. Dessa forma, a ética aristotélica especifica que todas as ações têm uma finalidade e isso vai de encontro a discussão de uma reforma previdenciária. Sob a ótica de Aristóteles, as diversas contribuições que os trabalhadores dão ao longo da vida pagam, posteriormente, as suas aposentadorias. Porém, se a quantidade de contribuintes é menor do que a de pessoas aposentadas, existe, pois, uma crise previdenciária, a qual diminui o poder de econômico de um país e, assim, precisa ser combatida.

Além disso, a forma como os diferentes grupos etários interagem pode mudar ainda mais. Ligado a isso, Arthur Schopenhauer diz que as pessoas tomam os limites do próprio campo de visão como os limites do mundo. A frase do filósofo alemão vai de encontro à possível dicotomia entre os dois extremos da população. Esse duelo, uma vez existente, pode gerar crises políticas, pela falta de representatividade de um grupo em relação ao outro. Por isso, as diferentes formas de embate social prejudicam toda a população.

Torna-se necessário, portanto, que o Estado maximize os cargos responsáveis pelo censo etário — já que se houver um problema, o Governo pode evitar uma crise — a fim de diminuir a necessidade de atitudes rápidas em curtos intervalos de tempo. Isso pode acontecer por meio do Legislativo, que pode criar leis específicas para o problema. Além disso, campanhas sobre diversidade de opinião podem atenuar os desentendimentos entre as gerações. Assim, diminuir-se-iam alguns dos impactos do envelhecimento populacional, no Brasil.