Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 05/08/2019
Em 1940, a expectativa de vida do brasileiro era de 45,5 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE. Em 2017, esse número subiu para 76 anos. Essa mudança na pirâmide etária gera impactos no envelhecimento da população brasileira não só pela carência de políticas públicas voltadas à geriatria, como também a falta de preparo social para o envelhecimento.
Primeiramente, ainda que haja o Estatuto do Idoso, responsável por garantir seus direitos, é sabido que a população idosa ainda é desamparada no que tange à atenção primária da saúde, ora por falta de equipe capacitada, ora por descaso do serviço público oferecido. Prova disso é que doenças crônicas atingem 60% da população velha, como aponta o IBGE.
Além disso, a sociedade não está preparada para para o seu próprio envelhecimento. A inadequação das estruturas da cidade dificulta a mobilidade dos longevos, exemplo disso são os prédios e locais públicos que não têm acessibilidade para todos. No papel, o Brasil tem uma das mais avançadas leis de mobilidade social. Na prática, a legislação só vale para os prédios novos. Essa dificuldade contribui para o isolamento cada vez maior dos idosos, o que aumenta os números de casos de problemas mentais, como depressão, entre esse grupo.
Fica claro, portanto, que os impactos do envelhecimento devem ser melhor gerenciados. Para isso, compete ao Ministério da Defesa o fortalecimento e consolidação do Estatuto do Idoso, por meio de treinamento de pessoal com palestras preventivas sobre a saúde dos anosos. Não obstante, o Ministério da Saúde, juntamente com ONGs, podem criar eventos lúdicos voltados à geriatria afim de melhorar a qualidade de vida dos anciãos. Dessa forma, envelhecer no Brasil passará a ser cada vez melhor.