Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 03/08/2019

Por várias parte do mundo, a partir da Revolução Industrial, o trabalho urbano se tornou cada vez amplo e com os crescentes avanços tecnológicos, o mercado se torna bastante seletor. Assim, as pessoas buscam cada vez mais se dedicarem as suas carreiras, em virtude disto a taxa de fecundidade diminuiu significantemente e a taxa de natalidade aumentou - após as conquistas de melhores condições empregatícias-. Dessa forma, o Brasil também, encontra-se  nessa realidade, no qual ocorre o processo de transição demográfica, em que a população adulta começa envelhecer e não há reposição necessária. Portanto, o país se depara com várias problemáticas, como por exemplo a falta de estrutura ideal para a população idosa, bem como as políticas de previdência do Estado.

O primeiro obstáculo encontra-se, na deficitária estrutura atual para o crescente da população idosa, que segundo dados do IBGE, até 2060  será 1 em cada 4 indivíduos, chegando a ultrapassar a população jovem - até 15 anos-. Com esse aumento, o país não será capaz de oferecer uma boa qualidade de vida a essa parcela da sociedade, caso não realize reformas. Tais devem ocorrer principalmente na área da saúde, pois ainda é muito precária e lenta, na mobilidade urbana, e na própria estrutura das cidades. Além disso é dever do Estado promover acessibilidade a essa camada e esta  é regulamentada no Estatuto do idoso: Lei nº 10.741.

O segundo aspecto preocupante relaciona-se com a previdência, pois apesar do país encontrar-se no período de bônus demográfico - população economicamente ativa alta-, e conseguir adquirir grandes contribuições para esse setor, ainda há parcela da sociedade que estabelecem empregos não formais  e acabam não contribuindo e como também encontra-se desvios de finalidades -ou para outros setores- da verba destinada para a previdência. Dessa forma se não houver uma boa gestão do dinheiro investido pode haver um colapso no sistema, que segundo a constituição de 1988 tal deve promover dignidade e igualdade social.

Fica nítido, portando, a necessidade de buscar soluções para minimizar o impacto do envelhecimento da população adulta, como também proporcionar conforto para eles. Desse forma, a União juntamente com os Governos estaduais devem promover reformas urbanas, que visem oferecer melhor mobilidade e bem estar, com expansão de locais de lazer, transportes acessíveis  e centos de saúde pública direcionado para a terceira idade, visando assim que o idoso não apenas sobreviva, mas adquiram qualidade de vida. É importante também que haja um novo planejamento no setor previdenciários, buscando um projeto social justo, para que nenhum indivíduo seja prejudicado.