Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 03/08/2019

“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Essa visão, embora verídica, não é verificada no hodierno cenário brasileiro, visto que são frequentes os impactos negativos do envelhecimento da população no país. Isso ocorre, ora pela insuficiência governamental em receber tal envelhecimento, ora pelo desinteresse da indústria na população idosa.

Primordialmente, cabe lembrar que a elaboração da Constituição Federal foi fundamentada no objetivo aristotélico de bem-estar social para todos os indivíduos, incluindo os mais velhos. Entretanto, é evidente que o poder público não cumpre o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos básicos, vista a desigualdade e a precariedade do salário dos aposentados. Por conseguinte, percebe-se que essa inaceitável questão de vulnerabilidade dos idosos prejudica seu bem-estar social e deve ser modificada em todo o território nacional.

Convém ressaltar, outrossim, que o setor secundário ainda é fortemente concentrado no público jovem. Uma prova de que os setores industriais, especialmente os tecnológicos, não buscam a inclusão da população idosa está nos dados fornecidos pelo site Público, os quais indicam a queda de setores como rádio e computadores como sendo proporcional ao envelhecimento populacional. Dessa forma, acontece a segregação da camada populacional da terceira idade, fato que impacta negativamente sua qualidade de vida.

Destarte, medidas são necessárias para solucionar a problemática. Para que os impactos do envelhecimento da população se tornem positivos, é mister que o Congresso Nacional, em parceria com a Previdência Social, discuta projetos de lei que visem a melhoria do padrão de vida dos idosos, por meio de ações que efetuem melhor distribuição dos valores de aposentadoria. Dessa forma, os ideais platônicos poderiam ser alcançados.