Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 04/08/2019
As alterações na pirâmide etária do Brasil já constatam que a longevidade da população é uma realidade contemporânea. Conforme aponta o IBGE, a população tende a envelhecer ainda mais no decorrer dos anos. Contudo, essa ancianidade desenvolve consequências acentuadas: crises previdenciárias consecutivas e um colapso no setor público de saúde.
Em primeira análise, é indubitável que com uma Previdência Social obsoleta, o país incline-se para efeitos econômicos negativos. De acordo citado no livro ‘‘Por que o Brasil é um país atrasado?" os gastos previdenciários correspondem a aproximadamente, 35% dos tributos federais. Dessa forma, os custos com o seguro social tendem a ser um déficit constante, pois, devido a alta demanda de aposentadorias e a baixa taxa de fecundidade, que se evidencia desde o século XX, o mercado está sujeito a sofrer o com o efeito da carência de mão de obra. À vista disso, o país volta-se para um ciclo econômico de recessão.
Concomitantemente a isso, o sistema de saúde deve declinar-se com a deficiência tributária da União. Segundo o ministro da economia, Paulo Guedes, “o coração do problema do Brasil está no gasto público”. Logo, se há alto custo previdenciário, os impostos destinados à manutenção e ampliação desse serviço, inerente à vida humana, serão negligenciados.
Infere-se, portanto, que o envelhecimento da população brasileira gera impactos socioeconômicos nítidos. Sendo assim, contando com a articulação do Ministério da Economia e do Congresso Nacional, deve ser aprovada uma nova Previdência Social, de modo que os custos com esse sistema sejam menores. E, simultaneamente, os governos federais e estaduais, dispondo de uma fração maior dos impostos, possa expandir e otimizar o atendimento no sistema de saúde. Parafraseando Guedes, a prosperidade e o funcionalismo do Estado passa pelo aperfeiçoamento da instituições republicanas e pelo aprofundamento das reformas.