Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 04/08/2019
Durante a segunda metade do século XX, iniciou-se a Revolução Técnico Científico Informacional, que permitiu enorme desenvolvimento da tecnologia e, consequentemente, o aumento da qualidade e expectativa de vida. Além disso, a inserção da mulher no mercado de trabalho contribui para a redução da taxa de natalidade. A junção desses fatores acarretou no rápido envelhecimento da população, como ocorre no Brasil contemporâneo. Esta mudança possui diversos impactos, não somente no poder público, mas também em toda a sociedade.
Em um primeiro plano, é possível perceber que o exorbitante crescimento de idosos pode gerar graves problemas econômicos. Segundo o ex-diretor da OMS (Organização Mundial da Saúde), Alexandre Kalache, os países desenvolvidos enriqueceram antes de envelhecer, o que não ocorreu no Brasil. A partir deste fato, verifica-se que os indivíduos sexagenários dependerão da população economicamente ativa para receber a aposentadoria. Entretanto, a quantidade de jovens e adultos trabalhadores não será suficiente para suprir a demanda do setor previdenciário, visto que a taxa de natalidade está abaixo de nível de reposição. Dessa forma, a drástica mudança da pirâmide etária nacional contribui para um grave déficit financeiro.
Outrossim, a introdução dos métodos contraceptivos possibilitou o controle da taxa de fecundidade, o que tornou díspares as perspectivas de organização da sociedade em termos etários. Segundo George Orwell, na obra “A Revolução dos Bichos”, a massa social é predisposta à inviabilizar a incolumidade dos valores éticos e morais. Desse modo, o encontro entre gerações de preceitos e culturas distintas tende a gerar preconceito e instabilidade. De modo análogo, o desnível demográfico no Brasil tange para a impraticabilidade da égide da hierarquia de idades.
Torna-se evidente, portanto, a importância de se combater os impactos negativos do envelhecimento populacional brasileiro. Para isso, cabe ao Poder Legislativo, por meio da criação de novas leis, o incentivo à imigração, com o objetivo de compensar a carência da população economicamente ativa nacional. Também faz-se necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos – órgão protetor das minorias – tabule uma lei complementar ao Estatuto do Idoso, que incentive o advento dos idosos na sociedade civil, de modo a financiar estados e municípios a desenvolverem áreas de lazer. Assim, será possível constituir uma nação mais coesa e, sobretudo, integrada.