Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 05/08/2019
A música envelhecer, do cantor Arnaldo Antunes, sucinta o atual quadro da pirâmide etária da população brasileira: “A coisa mais moderna que existe é envelhecer”. Isso porque, até os anos de 1970, o índice de expectativa de vida da sociedade chegava-se, em média, aos 45 anos. Dessa forma, esse processo precisa ser analisado, uma vez que, apresenta tanto impactos à sociedade de aspectos positivos quanto aspectos negativos , representando uma nova configuração demográfica.
Por um lado, ressalta-se a longevidade como um fator de desenvolvimento no segmento social. Em virtude que, essa realidade representa o avanço e o investimento em pesquisas e programas que visem melhores condições sociais, não mais restrita a uma pequena parcela social. Assim, observa-se o envelhecimento da população fruto da democratização de direitos que proporcionam mais qualidade de vida, servindo como ilustração a criação do Plano Nacional de Saúde e Assistência a Pessoa Idosa.
Por outro lado, evidencia-se como uma faceta negativa: a exclusão social. Um processo inicialmente histórico resultante do preconceito as pessoas com mais de 60 anos e reverbera até o âmbito laboral, visto que uma parte da população atrela o ato de envelhecer um processo de invalidez e incapacidade tanto nas funções cognitivas quanto físicas. Como consequência disso, os idosos têm os seus direitos de qualidade de vida e integração social, previsto no Estatuto da Pessoa Idosa, desrespeitados.
Portanto, apesar de haver uma dicotomia no âmbito social quanto ao processo de envelhecimento social é importante a continuação de ações positivas. Nesse sentido, o Ministério de Saúde deve incentivar as empresas a contratarem funcionários idosos, por meio da concessão de descontos fiscais econômicos as corporações a fim de garantir a inserção dessa população na População Economicamente Ativa (PEA), Só assim, poderá assegurar os direitos contidos no Estatuto da Pessoa Idosa.