Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 05/08/2019

No contexto pós-Segunda Guerra, o avanço médico-tecnológico proporcionou o aumento da expectativa de vida mundial. No entanto, o envelhecimento da população trouxe consigo desafios como a desvalorização do idoso e a não efetivação de seus direitos.

É relevante abordar, primeiramente, que os idosos não são tratados da maneira como deveriam. Para o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, vivemos em uma sociedade extremamente individualista e baseada na lógica hipercapitalista de obtenção de lucro. Nesse contexto, os mais velhos são vistos como inúteis e sofrem preconceito por suas limitações físicas e mentais. Muitas vezes, até mesmo seus familiares os veem como fardos, o que pode acarretar maus-tratos e abandono.

Concomitantemente a isso, os direitos do idoso expressos no Estatuto do Idoso e na Constituição Federal não são plenamente efetivados. Na Europa, o processo de envelhecimento ocorreu quando essa região já possuía condições de vida satisfatórias. Já no Brasil, as questões do idoso não são prioridade em decorrência de outros impasses, como saúde e educação, os quais também influenciam o seu bem-estar. Ressalta-se, então, a falta de apoio do Estado nesse quesito.

Com essas constatações, torna-se evidente que uma atenção maior deve ser dada à situação dos longevos. Assim sendo, faz-se necessário que a Escola, em seu papel de educadora, através de projetos e palestras, mostre a importância deles para os mais jovens, com a presença de profissionais tais como psicólogos e pedagogos, os instigando a ter respeito e sensibilidade, e que o Ministério da Fazenda, por meio de parcerias público-privadas, aumente a transferência de verbas às instituições que abrigam e ajudam essa camada da população, visando a concretização de seus direitos e o apoio que ela merece. Dessa forma, estaremos rumando um caminho que leve à igualdade e à valorização de todos.