Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 05/08/2019

Em países da Europa ,como Alemanha e Áustria a transição demográfica já estar na fase final, com um crescimento vegetativo negativo , causado por uma melhora na nutrição e informação sobre métodos contraceptivos.No Brasil,entretanto, a expectativa de vida só foi aumentar após a 2º Guerra Mundial com o avanço na área da medicina proporcionando medicamentos e vacinas a população o que causou uma redução na taxa de mortalidade e natalidade .Nesse sentido,convém analisarmos as principais causas, conseqüências e possíveis medidas relacionadas a esse fenômeno em nossos dias.                Em primeiro plano,verifica-se que Foi a partir de 1970 que o Brasil teve seu perfil demográfico transformado: de uma sociedade majoritariamente rural e tradicional, com famílias numerosas e alto risco de morte na infância, passou-se a uma sociedade principalmente urbana, com menos filhos e nova estrutura nas famílias brasileiras.Essas alterações na estrutura etária da população traz consigo problemas que desafiam os sistemas de saúde e de previdência social, por isso, os países têm buscado, cada vez mais, compreender o processo de envelhecimento populacional, procurando alternativas para “manter seus cidadãos idosos socialmente e economicamente integrados e independentes”.

Além disso, cabe ressalta o acesso a métodos anticoncepcionais e a mulher no mercado de trabalho, gerou uma queda da fecundidade. Segundo pesquisa do IBGE, a proporção de famílias formadas por casais sem filhos cresceu 33% no Brasil entre 2004 e 2013. Dessa forma,a consolidação dessa configuração familiar reduzida aliada ao crescimento da esperança de vida significará, em um futuro próximo, menos profissionais jovens no mercado de trabalho, mais custos com aposentadorias e um risco de queda no crescimento econômico revelando,assim, uma nova barreira no setor econômico a ser enfrentado pelo governo

Portanto, o Poder Público deve desenvolver um programa especial de saúde preventiva para idosos, cujos custos são significativamente menores do que os tratamentos e atendimentos emergenciais de saúde, contribuindo para a redução dos gastos no setor e auxiliando os idosos ao prevenir o desenvolvimento de problemas de saúde mais sérios. Ademais, é imperativo que haja incentivos fiscais para empresas que contratarem idosos que possuem qualificação profissional mas encontram-se inativos no mercado de trabalho, outrossim, é necessário o desenvolvimento de políticas para contratação de imigrantes e aumentar a oferta de cursos profissionalizantes de alcance internacional, com a finalidade de reduzir a escassez de mão de obra. Desse modo, seria possível abrandar os novos desafios do século XXI que o envelhecimento da população nos reserva.