Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 14/08/2019

Sob a ótica de Platão, filósofo do período pós socrático, “o importante não é só viver, mas viver bem’’. Nessa perspectiva, encaixam-se os desafios para garantir qualidade de vida ao corpo social brasileiro, em virtude do envelhecimento populacional. Dessa forma, urge-se analisar maneiras a fim de possibilitar à adaptação social e governamental diante da situação vigente, como forma de minimizar impactos  tanto no âmbito econômico, como estrutural.

Em primeira análise, é preciso compreender a transição demográfica a qual  o país está passando, fruto do decréscimo da taxa de natalidade, consoante ao aumento da expectativa de vida, uma vez que, tais aspectos resultam na diminuição da população economicamente ativa. No entanto, segundo Zygmunt Buman, sociólogo polonês, é imprescindível que o individualismo não prevaleça sobre as relações sociais. Diante disso, percebe-se a necessidade de mudanças coletivas, tendo em vista as dificuldades as quais os idosos são submetidos para enquadrarem-se  no mercado de trabalho. Se por um lado é preciso encontrar empregos em que suas limitações sejam respeitadas; por outro a população senil ainda tem de enfrentar, muitas vezes, o preconceito por parte da contemporaneidade.

Outrossim, o Brasil ainda não está preparado para o envelhecimento populacional, já que carece de atendimento básico para atender a demanda de idosos, não só no sistema de saúde , mas também na infraestrutura das cidades. Tal fato é preocupante, pois, de acordo com dados divulgados pela Organização das Nações Unidas, a idade média global deverá chegar em torno de 77 anos nas próximas três décadas. Assim, é inadmissível que em um Estado democrático de direito, a modernidade tenha de lidar com deficiências no sistema geriátrico.

Portanto, providências devem ser tomadas  para amenizar as consequências do envelhecimento da população. Dessa maneira, é mister que o Governo Federal , institua inciativas para possibilitar a inserção do idoso no mercado laboral, por meio da criação de políticas de reserva de vagas à pessoas mais velhas em instituições públicas e privadas, com funções que atendam as  suas delimitações. Ademais, prefeituras, através de verbas governamentais, devem implantar  adequações estruturais nos centros urbanos e oferecer profissionais de saúde especializados em geriatria aos cidadãos. Espera-se, com isso, conforme proposto por Platão, garantir aos mais velhos o bem-estar social .