Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 07/08/2019

Com a descoberta da penicilina no inicio do século XX por Alexander Flemig, o combate a doenças e cuidados com a saúde mudou drasticamente, e consequentemente afetou de forma direta a expectativa de vida – que no século XIX era em torno de 30 a 40 anos, porém na atualidade está em torno dos 70 anos. Nesse contexto, torna-se extremamente urgente uma análise dos impactos do envelhecimento populacional brasileiro: tanto no sistema de saúde, quanto na economia nacional.

Em primeira análise, o envelhecimento da população brasileira terá impacto direto na saúde pública, tornado-se um desafio para o Estado. Consoante Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade e o bem-estar dos cidadãos, entretanto o Estado brasileiro se defronta com desafio ímpar em sua história – crescente aumento da população idosa. Sabendo que, a Constituição cidadã de 1988 garante o direito a saúde, o atual Sistema Único de Saúde (SUS) terá de repensar seus mecanismos de atuação, visto que com o avanço da idade, os cuidados com a saúde tendem a aumentar significativamente, dessa forma, caberá ao Poder Executivo fornecer mecanismos para a promoção da saúde.

Outrossim, para além dos impactos no SUS, o envelhecimento populacional terá impactos também na economia brasileira. Segundo os economistas João Carlos F. Lopes e Paula Albuquerque, com essa tendência de mudança na pirâmide etária nacional, os impactos econômicos serão significativos: tanto em relação ao padrão de consumo, como também na disponibilidade de mão de obra. Dessa forma, demandará uma nova lógica de mercado, desde consumo, produção, além de suscitar um novo modelo previdenciário.

Destarte, diante desse contexto, cabe ao Governo por meio do Ministério da Saúde criar – através da destinação de parte do PIB e impostos – um amplo programa de prevenção e cuidados com a saúde do idoso. Assim como, o Ministério do Trabalho e da Economia por meio de leis e incentivos fiscais, estabelecer junto à iniciativa privada diretrizes com o fito de absorver tais mudanças – a fim de que, tal quais os avanços propiciados pela penicilina, o Estado possa continuar com esse progresso social.