Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 15/08/2019
De acordo com a OMS, saúde não é apenas ausência de doença, mas um completo bem estár biopsicosocial. Seguindo essa lógica, quanto maior a expectativa de vida de uma população é suposto que o território apresente uma qualidade de vida muito boa, o que garante longevidade. Entretanto, apesar desse belo cenário social esperado, que favorece o aumento da população idosa de uma nação, existem muitos problemas que perpassam a vida dos cidadãos de um país ‘’envelhecido’’, problemática muitas vezes associada a falta de planejamento para comportar uma futura maioria idosa e afirmar a qualidade de vida em todas as faixa etária. Tais fatos supracitados, tornam necessária a tomada de medidas que resolvam a questão.
A pirâmide etária de muitos países está sendo gradativamente invertida, e a do Brasil passa pelo mesmo fenômeno. Atualmente, o crescimento vegetativo é diminuto e acompanha uma taxa de natalidade cada vez mais baixa, enquanto a expectativa de vida cresce e é sinônimo de mais idosos. De acordo com uma pesquisa nacional, em 2050 o número de pessoas acima dos 60 anos será maior que o de nascidos vivos. Além disso, a população economicamente ativa (PEA) que sustenta o PIB nacional será reduzida. Dessa forma, a econômia do país será prejudicada, os gastos com saúde pública tendem a aumentar, pois que, os idosos são um grupo de risco à doenças, e o repasse de verbas para a previdência social será intencificado e quiçá insustentável. Em alguns países europeus, na mesma perspectiva, há o incentivo da imigração de jovens e adultos e o financiamento da reprodução humana, uma vez que lá a população idosa já é exacerbada, e reflete no comprometimento do mercado de trabalho e economia das regiões, evidenciando, assim, as consequências desta realidade.
Entretanto, muitos fatores dificultam a resolução do problema. Não há, no Brasil, um planejamento eficiente para preparar o país para uma notável mudança social como o envelhecimento da população. Da mesma forma, não existem políticas públicas e alterações na configuração das práticas econômicas que visem garantir a sobrevivência da qualidade de vida e dos direitos civís mesmo com uma grande alteração da idade populacional.
Portanto, medidas são necessárias para cessar o impasse. Destarte, o ministério da Economia em parceria com o do desenvolvimento social e afins devem organizar uma agenda nacional para debaterem os rumos da pirâmide etária brasileira e seus reflexos, mapeando as principais necessidades de mudanças, especialmente em termos econômicos, e elaborar uma política de incentivo a natalidade, a depender da realidade encontrada.