Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 30/08/2019
No Brasil, segundo o IBGE, a expectativa de vida do brasileiro em 2019 é de, aproximadamente, 72 anos, o que indica que o número de pessoas idosas tem aumentado no decorrer dos anos e que, por consequência, os impactos associados à idade também cresceram. Nesse contexto, os problemas relativos à saúde dessa população e ao sistema previdenciário são fatores importantes e que merecem atenção.
Primeiramente, é notório que o envelhecimento das pessoas atinge o modelo previdenciário brasileiro. De acordo com o IBGE (2019), para cada aposentado é necessário, em média, a contribuição de dez trabalhadores ativos e que, em 2060, o número de beneficiários será o dobro do número de pessoas trabalhando. Nesse panorama, observa-se que a previdência social nos moldes atuais não é sustentável e que, desse modo, são necessárias reformas nesse sistema para reduzir o impacto econômico e, ao mesmo tempo, garantir que a população mais velha possa viver em condição digna.
Em segunda análise, verifica-se que uma das consequências do aumento da idade das pessoas está relacionada ao sistema de saúde. Segundo a OMS, há doenças que podem ser, dentro outros fatores, associadas ao envelhecimento como, por exemplo, o câncer, a demência e os problemas ósseos. Dessa forma, os efeitos que essas comorbidades trazem à saúde pública são imensos. Nesse escopo, observa-se a necessidade de um maior número de internações, cirurgias e gastos com medicamentos, fatores que contribuem para o agravamento dos problemas na saúde pública brasileira.
Impende, portanto, que são necessárias intervenções para diminuir os impactos causados pelo envelhecimento da população brasileira. Desse modo, é preciso que o poder legislativo esteja atento aos dados da previdência social e que, por meio de emendas e leis, revisem, periodicamente, a metodologia de aposentadoria para garantir que os aposentados possam usufruir da sua condição, sem que haja déficits na economia em resultado disso. Além disso, é preciso garantir que as pessoas envelheçam com saúde para que o número de doenças relacionadas à idade seja menor. Para isso, o governo federal deve estimular, por meio de melhores salários, a formação de médicos gerontologista, os quais são especialistas em idosos, para que essa população desfrute de um acompanhamento mais próximo. Ademais, é dever da família e da comunidade fomentar a prática de atividades físicas e de hábitos saudáveis em pessoas de todas as idades para que, desse modo, possa-se envelhecer com saúde e que os problemas relativos a essa situação sejam minimizados.